Ibovespa encerrou esta terça-feira (28) em baixa moderada de 0,51%, aos 188.618,69 pontos. Na mínima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3), desceu aos 187.236,79 pontos. Na máxima do dia, o índice bateu os 189.578,50 pontos;

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) caiu 1,30%. Após o fim do pregão, a mineradora lança seus resultados trimestrais e a expectativa dos agentes do mercado é de um crescimento da companhia, apesar da estabilidade do preço do minério de ferro.

Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 0,72% e 0,32%, respectivamente.

Os grandes bancos terminaram o dia em campo misto: o Itaú (ITUB4) avançou 0,25% e o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,13%. Na contramão, o Santander (SANB11) se desvalorizou 0,84% e o Bradesco (BBDC4) registrou queda de 0,81%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia em baixa. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) fechou em viés de baixa (-0,06%), aos 49.136,15 pontos; o S&P 500 caiu 0,49%, aos 7.138,78 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 0,90%, aos 24.663,79 pontos.

Ademais, os planos de gastos de capital estarão no foco para empresas como Microsoft (MSFT)Alphabet (GOOGL)Amazon (AMZN) e Meta, que divulgarão seus resultados na quarta-feira (29), enquanto a Apple (AAPL) apresentará seus números um dia depois.

Neste pregão, os agentes do mercado acompanharam os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com dificuldades nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

O governo iraniano apresentou uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, condicionando a retomada do fluxo marítimo ao fim do bloqueio aos seus portos, ao encerramento da guerra e ao adiamento das discussões sobre seu programa nuclear.

Segundo fontes da Casa Branca, a proposta foi analisada, mas o presidente Donald Trump demonstrou insatisfação e deve apresentar uma contraproposta nos próximos dias.

Paralelamente, também repercutiu a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a aliança Opep+, a partir de 1º de maio, em meio a um momento sensível para a oferta global de petróleo.

No Brasil, o destaque foi a divulgação do IPCA-15 de abril, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Indicador avançou 0,89% em abril e ficou 0,45 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de março (0,44%).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.

O resultado abaixo do esperado pelo mercado tende a favorecer a visão do Copom para que adote uma postura mais a favor de reduzir a pressão dos juros.

No viés político, o novo levantamento da AtlasIntel mostra um equilíbrio na disputa eleitoral envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Romeu Zema, com o atual chefe do Executivo empatando no segundo turno com ambos os concorrentes.

Para amanhã, o mercado aguarda a chamada “Super Quarta”, com decisões simultâneas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A expectativa é de que o Banco Central (BC) mantenha a taxa Selic em 14,75% ao ano, enquanto o Federal Reserve (Fed) deve preservar os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.