O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (30) com forte alta de 1,88%, aos 177.158,86 pontos – máxima do dia –, com valorização na parcial da semana de 1,79%. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou uma mínima de 173.884,55 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) e a Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 1,44%, 2,19% e 1,95%, respectivamente.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo positivo, recuperando as perdas observadas na sessão de ontem (29). O Dow Jones Industrial Average (DJIA) fechou com forte alta de 1,19%, aos 52.208,06 pontos; o S&P 500 subiu 1,66%, aos 7.437,63 pontos; o Nasdaq se valorizou 2,78%, aos 25.122,18 pontos.
Neste pregão, o mercado repercutiu uma série de indicadores econômicos divulgados nos Estados Unidos e no Brasil, além da temporada de balanços corporativos.
Nos EUA, a primeira estimativa do Departamento do Comércio (DOC) mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou a uma taxa anualizada de 1,5% no segundo trimestre de 2026, abaixo da expectativa do mercado, que projetava crescimento de 2,1%.
Na inflação, o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE), indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed), recuou 0,1% em junho, após alta revisada de 0,5% em maio, em linha com as projeções. Em 12 meses, a inflação desacelerou de 4,1% para 3,7%.
O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, também avançou 0,1% no mês, abaixo das expectativas do mercado, enquanto a taxa acumulada em 12 meses ficou em 3,3%, conforme o esperado.
Já o Departamento do Trabalho dos EUA (DOL) informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego somaram 197 mil na semana encerrada em 25 de julho, abaixo da expectativa de 201 mil solicitações. O resultado, contudo, representa aumento de 9 mil pedidos em relação à semana anterior, cujo dado foi revisado de 187 mil para 188 mil.
Na avaliação dos investidores, o conjunto de indicadores reforçou a expectativa de que o Fed tenha espaço para reduzir a taxa de juros na reunião de setembro, após manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% no encontro desta semana.
No Brasil, o mercado acompanhou a divulgação de indicadores domésticos e os resultados corporativos. A Ambev registrou lucro líquido de R$ 3,47 bilhões no segundo trimestre, alta de 24,5% na comparação anual, enquanto os investidores aguardavam a divulgação do balanço da Vale após o fechamento do mercado.
Entre os indicadores econômicos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o IGP-M recuou 1,16% em julho, após queda de 0,50% em junho. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava retração de 1,09%.
Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho, ante 6,1% no trimestre anterior e 5,8% no mesmo período de 2025, indicando a continuidade da resiliência do mercado de trabalho brasileiro.