O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (27) em alta moderada de 0,74%, aos 175.334,46 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 175.555,23 pontos; na mínima, desceu aos 174.048,13 pontos.
De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) avançou 0,60%, enquanto que as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) registraram amplas perdas de 3,15% e 2,84%, nesta ordem. As cotações da petrolífera acompanharam a queda global dos preços do petróleo.
Os grandes bancos terminaram o dia em campo positivo: o Itaú (ITUB4) anotou ganhos de 1,40%; o Bradesco (BBDC4) se valorizou 1,24%; e o Santander (SANB11) disparou 3,87%; o Banco do Brasil (BBAS3) registrou alta de 0,74%; e o BTG Pactual (BPAC11) fechou com fortes ganhos de 1,61%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia em direções mistas. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 0,51%, aos 52.210,08 pontos; o S&P 500 anotou viés de alta (+0,03%), aos 7.414,11 pontos; e somente o Nasdaq encerrou com queda de 0,18%, aos 24.932,08 pontos.
Neste pregão, O mercado repercutiu a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio após a suspensão dos ataques entre Estados Unidos e Irã, movimento que provocou forte queda nos preços internacionais do petróleo.
Nesta segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o governo iraniano solicitou, por meio de intermediários, uma reunião para discutir uma possível solução diplomática para o conflito.
Nas últimas sessões, a valorização do real havia sido favorecida pela percepção de que a queda do petróleo teria efeito positivo sobre o câmbio, reduzindo os riscos inflacionários associados aos preços da energia.
No exterior, os investidores voltaram suas atenções para a temporada de balanços corporativos em Wall Street. Os resultados de Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft, previstos para esta semana, são aguardados como um importante teste para as expectativas em torno dos elevados investimentos em inteligência artificial, após a reação negativa aos números divulgados pela Alphabet na semana passada.
Outro destaque da semana será a reunião do Federal Reserve (Fed), cuja decisão sobre a taxa de juros será anunciada na quarta-feira (29). Embora a expectativa predominante seja de manutenção dos juros neste encontro, parte do mercado passou a precificar uma possibilidade maior de alta de 0,25 ponto percentual, segundo a ferramenta CME FedWatch.
No Brasil, o cenário político também permaneceu no radar dos investidores. As atenções se concentram na consolidação das candidaturas à Presidência da República e na divulgação de pesquisas eleitorais.
Levantamento do Datafolha, divulgado na sexta-feira (24), apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, que aparece com 43%. Já pesquisa BTG/Nexus, publicada nesta segunda-feira, mostrou Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 43%.
No campo das relações internacionais, os agentes acompanharam os desdobramentos das negociações comerciais após o recente pacote tarifário anunciado pelos Estados Unidos. No domingo (26), Lula e o presidente da China, Xi Jinping, defenderam a aceleração das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e o país asiático.
Também nesta segunda-feira, Lula recebeu o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e anunciou a criação de um grupo de trabalho para identificar os principais entraves e buscar avanços nas negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o país asiático, paralisadas desde 2019.
Entre os indicadores econômicos, o Banco Central divulgou a nova edição do Boletim Focus, que reduziu a projeção para o IPCA de 2026 de 5,15% para 5,12%, enquanto elevou a estimativa para 2027 de 4,20% para 4,22%.
Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pelo FGV Ibre, recuou 0,4 ponto entre junho e julho, para 88,3 pontos, atingindo o menor nível desde março de 2026, quando havia registrado 88,1 pontos.