O Ibovespa encerrou esta terça-feira (7) em leve baixa de 0,25%, aos 172.020,68 pontos. Na mínima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) desceu aos 171.417,06 pontos; na máxima, alcançou os 173.543,67
pontos.
De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) despencou 2,04%. Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) registraram fortes ganhos de 2,65% e 1,77%, nesta ordem.
Os grandes bancos terminaram o dia em campo negativo: o Itaú (ITUB4) anotou perda de 0,42%; o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,05%; o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 0,30%; o Santander (SANB11) recuou 0,89%; e o BTG Pactual (BPAC11) cedeu 0,82%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia com perdas. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 0,25%, aos 52.925,15 pontos; o S&P 500 caiu 0,45%, aos 7.503,85 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 1,16%, aos 25.818,69 pontos.
Neste pregão, o mercado reagiu à escalada das tensões no Oriente Médio, após ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz na noite de segunda-feira (6). Segundo informações divulgadas por veículos internacionais, dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos, reacendendo dúvidas sobre a durabilidade do cessar-fogo entre Washington e Teerã.
Em resposta aos ataques, os Estados Unidos revogaram uma licença geral que autorizava a comercialização de petróleo iraniano. Segundo autoridades norte-americanas, as ações do Irã no Estreito de Ormuz foram classificadas como “totalmente inaceitáveis”.
No cenário internacional, os investidores também acompanharam o primeiro dia da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), realizada em Ancara, na Turquia. Entre os principais temas da reunião estão o aumento dos gastos militares dos países-membros para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e a ampliação do apoio militar à Ucrânia.
Nos EUA, as atenções permanecem voltadas para a divulgação, nesta quarta-feira (8), da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed). O documento poderá trazer novas sinalizações sobre a condução da política monetária sob a presidência de Kevin Warsh.
No Brasil, o mercado continuou acompanhando a audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que avalia a proposta de aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.
A segunda rodada de debates reuniu representantes do setor produtivo, da Organização Mundial do Comércio (OMC), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e parlamentares brasileiros. Entre eles, o senador Flávio Bolsonaro, que se posicionou contra a aplicação das tarifas e defendeu o sistema de pagamentos Pix durante sua participação.
Na agenda econômica doméstica, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou 0,79% em junho, revertendo a alta de 0,87% registrada em maio.
Paralelamente, o Tesouro Nacional divulgou que no leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B) vendeu o total de 150 mil de títulos, à medida que também vendeu 1,5 milhão no leilão de venda de Letras Financeiras do Tesouro (LFT).
O principal indicador da semana para o mercado brasileiro será a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, prevista para sexta-feira (10), que deverá influenciar as expectativas para os próximos passos da política monetária do Banco Central.