O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (24) em leve baixa de 0,33%, aos 190.745,02 pontos, com recuo acumulado de 2,55% na semana. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) chegou aos 191.390,33 pontos; na mínima, o índice desceu aos 189.962,93 pontos.
De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) caíram 0,12%, 0,97% e 1,28%, nesta ordem.
A maior parte dos grandes bancos terminaram o dia em campo negativo: o Santander (SANB11) recuou 0,60%; o Bradesco (BBDC4) caiu 0,25%; e o Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizou 1,30%. Somente o Itaú (ITUB4) anotou ganhos de 0,43%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em direções mistas. De um lado, o Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 0,16%, aos 49.230,71 pontos; de outro, o S&P 500 subiu 0,80%, aos 7.165,08 pontos, e o Nasdaq se valorizou 1,63%, aos 24.836,60 pontos.
Neste pregão, marcado por forte volatilidade, os agentes do mercado reagiram aos desdobramentos das negociações entre os Estados Unidos e o Irã.
Sinais de avanço nas tratativas interromperam o movimento de alta da moeda ao longo do dia, reduzindo a percepção de risco global. O presidente Donald Trump afirmou que o Irã pode apresentar uma proposta para atender às exigências americanas, indicando possível retomada do diálogo.
A Casa Branca confirmou o envio de representantes para novas conversas no Paquistão, incluindo enviados especiais para reuniões com o chanceler iraniano Abbas Araghchi.
No cenário dos indicadores, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan permaneceu em patamar historicamente baixo, em 49,8 pontos em abril, refletindo cautela dos consumidores mesmo diante de um cessar-fogo parcial no Oriente Médio.
No cenário doméstico, o Banco Central (BC) informou que o país registrou déficit em transações correntes de US$ 6,036 bilhões em março, acima das projeções do mercado.
No acumulado de 12 meses, o déficit corresponde a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB).
Na próxima semana, os investidores se preparam para a “Super Quarta” (28), com decisões simultâneas de política monetária do BC e do Federal Reserve (Fed).