O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (10) em forte alta de 1,12%, aos 197.323,87 pontos, mas com ganho acumulado de 4,93% na semana. Na máxima do dia, o índice chegou aos 197.553,64 pontos – renovando a máxima histórica do principal indicador da Bolsa Brasileira (B3); na mínima, desceu aos 195.129,25 pontos.
De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram 1,06%, 2,20% e 2,36%, nesta ordem.
Já os grandes bancos terminaram o dia em campo positivo: o Itaú (ITUB4) subiu 0,70%; o Santander (SANB11) avançou 0,44%; o Bradesco (BBDC4) registrou ganhos de 0,74%; e o Banco do Brasil (BBAS3) se valorizou 0,04%.
Em Wall Street, os principais indicadores fecharam em direções mistas. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 0,58%, aos 47.916,57 pontos; o S&P 500 caiu 0,12%, aos 6.816,89 pontos; e o Nasdaq se valorizou 0,35%, aos 22.902,90 pontos.
Indicadores Econômicos em destaque
Neste pregão, os agentes do mercado repercutiram a divulgação de indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos.
No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, divulgado pelo IBGE, avançou 0,88%, acima dos 0,70% de fevereiro. Com isso, a inflação acumula alta de 1,92% no ano e 4,14% em 12 meses.
O dado mais pressionado reforça as expectativas de manutenção ou intensificação do aperto monetário pelo Copom, o que tende a favorecer o real.
Nos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,9% em março, acelerando frente aos 0,3% de fevereiro. Em termos anuais, a inflação avançou de 2,4% para 3,3%.
O resultado pode fortalecer o discurso mais rígido do Federal Reserve (Fed).
Além disso, a confiança do consumidor caiu para 47,6 pontos em abril, segundo a Universidade de Michigan, o menor nível já registrado, indicando deterioração na percepção econômica das famílias.
Geopolítica segue no foco
No cenário externo, o mercado acompanha as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, previstas para este sábado (11), no Paquistão.
A expectativa de avanço diplomático tem contribuído para a redução da aversão ao risco, favorecendo moedas emergentes e pressionando o dólar.
Apesar do otimismo cauteloso com as negociações, o Estreito de Ormuz segue fechado, criando dúvidas sobre a retomada do fluxo marítimo pela passagem.