O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (19) em leve alta de 0,35%, aos 180.270,62 pontos, com avanço acumulado de 1,47% na parcial da semana. Na máxima intradiária, o índice chegou aos 181.250,84 pontos; na mínima, recuou aos 176.295,71 pontos.
De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) caíram 0,65%, 0,12% e 0,47%, nesta ordem.
Já os grandes bancos terminaram o dia em campo positivo: o Itaú (ITUB4) subiu 0,71%; o Santander (SANB11) avançou 1,15%; o Bradesco (BBDC4) subiu 0,05%; e o Banco do Brasil (BBAS3) se valorizou 0,43%.
Em Wall Street, os principais indicadores fecharam em baixa. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 0,44%, aos 46.022,20 pontos; o S&P 500 caiu 0,27%, aos 6.606,49 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 0,28%, aos 22.090,69 pontos.
Juros globais no foco
Neste pregão, marcado por elevada volatilidade, os investidores repercutiram as decisões de política monetária anunciadas na véspera (18). No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.
O mercado também reagiu ao comunicado do Banco da Inglaterra, que indicou a possibilidade de elevação dos juros caso necessário. A sinalização gerou apreensão inicial, posteriormente amenizada após declarações do presidente da instituição, Andrew Bailey, que afirmou que os agentes estavam se antecipando em suas apostas.
Mudança no cenário político brasileiro
No Brasil, o mercado também acompanhou a saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixou o cargo nesta quinta-feira após período à frente da pasta.
Durante sua gestão, Haddad promoveu mudanças em regras fiscais, revisou benefícios tributários e defendeu maior progressividade na tributação.
A expectativa agora é de que anuncie sua candidatura ao governo do estado de São Paulo nas próximas eleições.
Geopolítica segue pressionando mercados
O cenário internacional permanece tensionado com a guerra no Oriente Médio, especialmente após novos ataques do Irã a instalações energéticas, o que voltou a impulsionar os preços do petróleo.
Por outro lado, falas do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, trouxeram algum alívio aos mercados ao sugerirem que o conflito pode não se prolongar.
Destaques corporativos
Após a divulgação dos seus últimos resultados trimestrais, a Minerva (BEEF3) despencou 10,70%. O balanço da companhia, segundo analistas, não atendeu as expectativas do mercado.
A MBRF (MBRF3), uma das maiores produtoras de proteínas do mundo, também divulgou seus resultados que foram considerados abaixo das projeções, com queda de 91,9% do seu lucro líquido, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Porém, as cotações da companhia ainda sustentaram uma leve alta.