Ibovespa encerrou esta quinta-feira (9) em forte alta de 1,52%, aos 195.129,25 pontos, com avanço acumulado de 3,76% na parcial da semana. Neste pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) renovou sua máxima histórica aos 195.513,91 pontos; na mínima, recuou aos 192.206,22 pontos.

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) registrou ampla queda de 1,05%. Enquanto que as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) anotaram ganhos de 2,93% e 2,77%, nesta ordem.

Os grandes bancos terminaram o dia em campo positivo: o Itaú (ITUB4) subiu 1,71%; o Santander (SANB11) registrou alta de 1,81%; o Bradesco (BBDC4) anotou ganhos de 0,59%; e o Banco do Brasil (BBAS3) se valorizou 0,94%.

Em Wall Street, os principais indicadores fecharam com ganhos moderados. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 0,58%, aos 48.185,80 pontos; o S&P 500 subiu 0,62%, aos 6.824,63 pontos; e o Nasdaq se valorizou 0,83%, aos 22.822,42 pontos.

Neste pregão, os agentes do mercado repercutiram os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, refletindo em um cenário de maior apetite ao risco global.

Apesar de episódios de violação do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o mercado mantém viés mais otimista, especialmente após declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre a abertura de negociações com o Líbano.

No cenário macroeconômico, indicadores dos Estados Unidos também estiveram no radar. Os pedidos de auxílio-desemprego somaram 219 mil na semana encerrada em 4 de abril, acima da expectativa do mercado.

O índice PCE, principal medida de inflação do Federal Reserve, avançou 0,4% em fevereiro, em linha com o esperado. Já leitura final do PIB do 4º trimestre de 2025 indicou crescimento anualizado de 0,5%, abaixo da estimativa preliminar de 0,7%.

Os dados reforçam a percepção de desaceleração econômica, o que pode influenciar a trajetória dos juros nos EUA.

No cenário doméstico, com agenda mais esvaziada, os investidores aguardam a divulgação do IPCA de março, prevista para sexta-feira (10), que deve trazer novos sinais sobre a inflação brasileira.