Ibovespa encerrou esta quarta-feira (25) em forte alta de 1,60%, aos 185.424,28 pontos, com ganho acumulado de 5,22% na parcial da semana. Durante o pregão, foi alcançada a máxima de 186.401,24 pontos; e a mínima de 182.524,09 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 1,86%, 0,56% e 0,49%, nesta ordem.

Os grandes bancos terminaram o dia em campo positivo: o Itaú (ITUB4) anotou alta de 1,32%; o Bradesco (BBDC4) subiu 1,80%; o Santander (SANB11) avançou 0,50%; e o Banco do Brasil (BBAS3) se valorizou 0,89%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários também anotaram ganhos. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 0,66%, aos 46.428,57 pontos; o S&P 500 subiu 0,54%, aos 6.591,94 pontos; e o Nasdaq se valorizou 0,77%, aos 21.929,82 pontos.

 

Geopolítica em destaque no noticiário

Neste pregão, os investidores reagiram à informação de que Washington teria encaminhado uma proposta de cessar-fogo em 15 pontos ao Irã, a qual acabou sendo recusada.

Além disso, repercute a informação de que as Forças Armadas dos EUA se preparam para enviar tropas ao Oriente Médio.

Os mercados globais aguardam por uma solução para o conflito, sobretudo pela interrupção do fluxo de exportações através do Estreito de Ormuz, importante rota marítima para o envio de petróleo, fertilizantes, grãos, proteínas, entre outros produtos.

 

Política Orçamentária e fluxo cambial no Brasil

No cenário doméstico, nesta tarde, o Banco Central (BC) informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$4,724 bilhões em março até a última sexta-feira (20), período que coincide com as três primeiras semanas da guerra no Oriente Médio.

No âmbito orçamentário, o governo federal também anunciou que irá bloquear R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026. O Ministério do Planejamento e Orçamento informou sobre a necessidade de realizar um contingenciamento de gastos e compilou todas as razões para medida no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas de 2026.

 

Pesquisa eleitoral no foco

Hoje também foi divulgada a nova pesquisa eleitoral da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg. O levantamento mostra um cenário apertado entre Flávio Bolsonaro, com 47,6% das intenções de voto, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 46,6%, dentro da margem de erro de um ponto percentual.

Além disso, a pesquisa indica aumento na desaprovação do atual governo, que atingiu 53,5%, ante leitura anterior de 45,9%.