Ibovespa encerrou esta quarta-feira (18) em leve baixa de 0,43%, aos 179.639,91 pontos, com ganho acumulado, porém, de 1,12% na parcial da semana. Durante o pregão, foi alcançada a máxima de 181.550,83 pontos; e a mínima de 179.575,91 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) registrou expressiva queda de 2,32%. Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 1,77% e 1,34%, neste ordem. As cotações da petroleira foram impulsionadas pela alta no preço do petróleo, devido a crise geopolítica e militar no Estreito de Ormuz.

Os grandes bancos terminaram o dia em baixa: o Itaú (ITUB4) recuou 1,01%; o Bradesco (BBDC4) cedeu 1,17%; o Santander (SANB11) anotou queda de 1,50%; e o Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizou 1,10%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia em forte baixa. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 1,63%, aos 46.225,15 pontos; o S&P 500 caiu 1,36%, aos 6.624,70 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 1,46%, aos 22.152,42 pontos.

 

Fed mantém juros e sinaliza cautela

Nos EUA, os investidores reagiram às decisões da chamada “Superquarta”. O Federal Reserve (Fed), por meio do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Essa foi a segunda reunião consecutiva sem alterações na taxa, que permanece 0,75 ponto percentual acima do nível observado em março de 2025.

Após a decisão, o presidente do FedJerome Powell, afirmou que a autoridade monetária seguirá com uma política levemente restritiva, buscando equilibrar os riscos de desaceleração do mercado de trabalho e de pressão inflacionária.

Sobre o conflito no Oriente Médio, Powell destacou que ainda é cedo para medir seus impactos na economia, mas ressaltou que preços mais altos de energia tendem a elevar a inflação e podem reduzir o ritmo de consumo e emprego.

O Departamento do Trabalho (DOL) dos EUA divulgou que o Índice de Preços ao Produtor (PPI) norte-americano registrou inflação de 0,7% em fevereiro, ante alta de 0,5% em janeiro. O mercado esperava um avanço mais modesto, de 0,3%.

 

Geopolítica segue no radar

O cenário internacional continua sendo influenciado pela guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Irã. O Estreito de Ormuz segue no centro das tensões, com os EUA realizando ataques contra sistemas iranianos na tentativa de reabrir a rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Com isso, os preços da commodity permanecem acima de US$ 100 o barril, elevando os riscos inflacionários em nível global.

No Brasil, o governo federal tem adotado medidas para mitigar os impactos da alta dos combustíveis. Entre elas, estão a redução dos tributos PIS e Cofins sobre o diesel e o estudo da eliminação do ICMS sobre a importação do combustível, medida que ainda depende de negociação com os estados.