O Ibovespa encerrou esta terça-feira (26) em baixa moderada de 0,69%, aos 176.589,03 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 177.815,95 pontos; na mínima, desceu aos 175.516,11 pontos.
De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) recuou 0,62%. Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam em campo positivo: com alta de 0,41% e viés de alta (+0,09%), respectivamente.
Os grandes bancos terminaram o dia com perdas: o Itaú (ITUB4) recuou 0,64%; o Santander (SANB11) se desvalorizou 1,16%; o Banco do Brasil (BBAS3) fechou em expressiva baixa de 2,49%; e o Bradesco (BBDC4) anotou queda de 1,49%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo misto. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) registrou baixa de 0,23%, aos 50.461,68 pontos; já o S&P 500 avançou 0,61%, aos 7.519,13 pontos; e o Nasdaq se valorizou 1,19%, aos 26.656,18 pontos.
Neste pregão, o mercado adotou postura mais cautelosa após novos ataques dos Estados Unidos no sul do Irã, aumentando as dúvidas sobre um acordo de paz no curto prazo.
Segundo os militares norte-americanos, as ofensivas realizadas na noite de segunda-feira (25) tiveram como objetivo “proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”. De acordo com Washington, embarcações que tentavam instalar minas no Estreito de Ormuz e plataformas de lançamento de mísseis foram atingidas.
Mesmo diante do aumento das tensões, os preços do petróleo apresentaram comportamentos distintos, com forte queda do WTI na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex) e valorização do Brent na Intercontinental Exchange (ICE).
Ainda assim, o petróleo segue em patamares elevados frente ao início do ano, mantendo preocupações inflacionárias no cenário internacional. Com isso, os investidores reduziram apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Segundo a ferramenta FedWatch, da CME Group, o mercado já precifica cerca de 13% de probabilidade de alta dos juros em julho, acima dos 0,9% registrados há um mês.
No cenário doméstico, o foco permaneceu em Brasília. A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC do fim da escala 6×1 adiou para quarta-feira (27) a votação do parecer apresentado pelo deputado Leo Prates após pedido de vista de parlamentares do PL.
Apesar do adiamento, o mercado avalia que a proposta deve avançar, especialmente após manifestações favoráveis do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na agenda econômica, o Banco Central (BC) informou que o Brasil registrou déficit em transações correntes acima do esperado em abril. O saldo negativo ficou em US$ 1,76 bilhão, enquanto o acumulado em 12 meses alcançou o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB).