Ibovespa encerrou esta segunda-feira (15) em leve baixa de 0,42%, aos 170.415,13 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 174.224,27 pontos; na mínima, desceu aos 174.224,27 pontos.

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) registrou expressiva alta de 2,51%. Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) despencaram 5,30% e 5,15%, nesta ordem.

A maior parte dos grandes bancos terminaram o dia em campo negativo: o Itaú (ITUB4) recuou 0,49%; o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,36%; o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 0,84%; e o Santander (SANB11) terminou com baixa de 0,15%. Somente o BTG Pactual (BPAC11) avançou 0,97%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam com ganhos. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou com alta de 0,92%, aos 51.671,83 pontos; já o S&P 500 avançou 1,66%, aos 7.554,53 pontos; e o Nasdaq se valorizou 3,07%, aos 26.683,94 pontos.

Neste pregão, os investidores mantiveram as atenções voltadas ao cenário internacional, ainda repercutindo o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.

A expectativa é de que o memorando seja formalmente assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça. Até o momento, os detalhes do acordo não foram divulgados pelas partes envolvidas.

O avanço das negociações contribuiu para reduzir a percepção de risco global e aliviar preocupações com pressões inflacionárias associadas aos preços da energia.

Em Wall Street, o ambiente mais favorável também foi impulsionado pelo forte desempenho do setor de tecnologia após a estreia da SpaceX no mercado acionário. Considerado o maior IPO da história dos EUA, o processo movimentou US$ 85,7 bilhões, incluindo o exercício do lote suplementar (“greenshoe”), segundo informou a companhia fundada por Elon Musk.

No campo econômico, o Federal Reserve (Fed) informou que a produção industrial dos Estados Unidos avançou 0,1% em maio, desacelerando em relação à alta de 0,9% registrada em abril (dado revisado de 0,7%). O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava crescimento de 0,3%.

No Brasil, os investidores repercutiram a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC).

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 5,11% para 5,30%, marcando a 14ª semana consecutiva de revisão para cima. Para 2027, a estimativa avançou de 4,03% para 4,10%.

As expectativas para a taxa Selic também foram elevadas. O mercado passou a projetar juros de 13,75% ao final de 2026, ante 13,50% na semana anterior. Para 2027, a projeção subiu de 11,50% para 12,00% ao ano.

No cenário político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da Cúpula do G7, realizada na França entre os dias 16 e 18 de junho. O chefe do Executivo brasileiro foi convidado para participar de debates sobre crescimento econômico, inteligência artificial e cooperação internacional, além de cumprir agenda de encontros bilaterais.

No radar dos investidores está a chamada “Superquarta”, quando o Fed e o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciam suas decisões sobre juros. A expectativa predominante é de manutenção da taxa básica norte-americana na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. No Brasil, parte do mercado projeta um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic.