O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (8) em leve baixa de 0,21%, aos 168.668,72 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 169.645,78 pontos; na mínima, desceu aos 168.1209,61 pontos.
De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) registrou queda moderada de 0,80%. Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 0,72% e 0,81%, nesta ordem.
A maior parte dos grandes bancos terminaram o dia em campo negativo: o Itaú (ITUB4) recuou 0,80%; o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,37%; o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 1,55%; e o BTG Pactual (BPAC11) cedeu 0,30%. Somente o Santander (SANB11) terminou com alta de 0,19%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo misto. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou com baixa de 0,16%, aos 50.785,76 pontos; já o S&P 500 avançou 0,30%, aos 7.405,65 pontos; e o Nasdaq se valorizou 0,86%, aos 25.929,66 pontos.
Neste pregão, o mercado operou sob forte aversão ao risco diante da escalada das tensões no Oriente Médio. No fim de semana, Israel e Irã voltaram a trocar ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo firmado em abril. Os confrontos tiveram início após uma ofensiva israelense em Beirute, seguida por uma resposta iraniana com lançamento de mísseis, desencadeando novas retaliações. Os ataques foram interrompidos após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Nesse cenário, os preços do petróleo voltaram a subir nos mercados internacionais. Tanto o petróleo WTI quanto o Brent registraram ganhos ao longo do dia, ampliando as preocupações dos investidores com possíveis impactos inflacionários e eventuais problemas de abastecimento em razão da manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz.
Ao mesmo tempo, os agentes financeiros seguem avaliando os próximos passos da política monetária norte-americana. O relatório de emprego dos EUA divulgado na semana passada mostrou um mercado de trabalho ainda resiliente, reforçando as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter os juros elevados por um período mais prolongado ou até promover novos ajustes ao longo do ano.
No Brasil, o destaque ficou para a divulgação do Boletim Focus, elaborado pelo Banco Central (BC). O relatório mostrou nova deterioração das expectativas inflacionárias para os próximos anos.
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 foi elevada de 5,09% para 5,11%, registrando a 13ª semana consecutiva de revisão para cima. Para 2027, a estimativa passou de 4,02% para 4,03%.
As expectativas para a taxa Selic também avançaram. O mercado agora projeta juros de 13,50% ao ano ao final de 2026, ante 13,00% na semana anterior. Para 2027, a previsão subiu de 11,25% para 11,50% ao ano.
No cenário político, Brasília acompanhou novos desdobramentos relacionados ao ambiente pré-eleitoral. Nesta segunda-feira, o ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto AtlasIntel.
A decisão atende a um pedido do Partido Liberal (PL), que alegou possível direcionamento de perguntas no levantamento após a divulgação de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o magistrado, existem indícios de potencial indução ao eleitorado na formulação do questionário. A decisão liminar será analisada pelo plenário do TSE em sessão prevista para esta terça-feira (9).