O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (22) em forte alta de 1,21%, aos 170.370,38 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 170.749,76 pontos; na mínima, desceu aos 168.326,26 pontos.
De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) registraram ganhos de 0,20%, 0,69% e 0,95%, nesta ordem.
Os grandes bancos terminaram o dia em campo positivo: o Itaú (ITUB4) anotou ganho de 2,68%; o Banco do Brasil (BBAS3) avançou 0,82%; o Bradesco (BBDC4) se valorizou 1,20%; o Santander (SANB11) subiu 0,26%; e o BTG Pactual (BPAC11) disparou 3,10%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo misto. Por um lado, o Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou com alta de 0,29%, aos 51.712,53 pontos; por outro, o S&P 500 recuou 0,37%, aos 7.473,04 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 1,32%, aos 26.166,60 pontos.
Entre os destaques do dia esteve a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central (BC). O levantamento mostrou que a expectativa para a taxa Selic ao final de 2026 subiu de 13,75% para 14,00% ao ano, registrando a terceira revisão consecutiva para cima.
O movimento ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na última quarta-feira (18), para 14,25% ao ano. Caso as projeções do mercado se confirmem, o Banco Central teria espaço para apenas mais um corte de mesma magnitude neste ciclo de flexibilização monetária.
Agora, as atenções se voltam para a divulgação da ata da última reunião do Copom, prevista para esta terça-feira (23), documento que poderá trazer sinais adicionais sobre os próximos passos da política monetária.
Também influenciou os negócios a atuação do BC no mercado de câmbio. A autoridade monetária realizou uma operação de venda de US$ 1 bilhão em moeda à vista, acompanhada da oferta de 20 mil contratos de swap cambial, equivalentes a outros US$ 1 bilhão. Conhecida entre os agentes como “casadão”, a operação tem como objetivo reforçar a liquidez do mercado.
No campo político, os investidores continuaram acompanhando os desdobramentos da mais recente pesquisa Datafolha. O levantamento divulgado no sábado (21) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro, repetindo o resultado observado na pesquisa anterior.
No cenário internacional, os preços do petróleo voltaram a recuar, pressionados pelos avanços nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Teerã aceitou permitir inspeções abrangentes em seu programa nuclear, reforçando a percepção de progresso nas conversas realizadas recentemente na Suíça.
Além disso, os investidores monitoraram acontecimentos políticos no exterior, incluindo a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia.