O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (1º) em baixa moderada de 0,91%, aos 172.197,46 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 173.975,31 pontos; na mínima, desceu aos 171.792,82 pontos.
De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) registrou forte queda de 1,35%. Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 1,31% e 0,88%, nesta ordem, impulsionadas pela alta global dos preços do petróleo.
A maior parte dos grandes bancos terminaram o dia em campo negativo: o Itaú (ITUB4) recuou 1,66%; o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,08%; o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 1,13%; e o BTG Pactual (BPAC11) cedeu 1,86%. Somente o Santander (SANB11) terminou com alta de 0,18%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo positivo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou em estabilidade com viés de alta (+0,09%), aos 51.079,37 pontos; o S&P 500 avançou 0,26%, aos 7.600,01 pontos; e o Nasdaq se valorizou 0,42%, aos 27.086,81 pontos.
Neste pregão, os investidores seguiram monitorando as tratativas diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã. Hoje, o presidente Donald Trump chegou a afirmar que as negociações com Teerã continuam em “ritmo acelerado”.
O líder norte-americano também confirmou que conversou diretamente com o alto escalão do grupo terrorista Hezbollah. O objetivo do telefonema era encerrar os ataques entre a facção e o exército de Israel no território do Líbano.
Trump também declarou que as tropas israelenses não irão avançar mais até Beirute, capital libanesa, após uma conversa com o primeiro ministro do país, Benjamin Netanyahu.
Devido às tensões na região e o risco de desabastecimento da cadeia global de combustíveis, os preços do petróleo disparam. O barril do petróleo WTI superou US$ 92 e o do Brent ultrapassou US$ 95.
Na agenda econômica, os investidores repercutiram a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC). O destaque ficou para a elevação da projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, que passou de 5,04% para 5,09%.
Nos EUA, a S&P Global divulgou que o Índice de Gerentes de Compras (PMI) Industrial do país norte-americano avançou de 54,5 pontos em abril para 55,1 em maio, abaixo da expectativa de alta para 55,3 pontos. O patamar acima dos 50 pontos segue indicando crescimento do setor industrial.
No cenário nacional, o governo federal segue demonstrando preocupação com a recente classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, viajará aos EUA para conversar diretamente com as autoridades da Casa Branca para evitar que a classificação gere sanções e impactos negativos às instituições financeiras brasileiras e a utilização do Pix.
Durigan também deseja evitar uma série de novas tarifas norte-americanas sobre bens brasileiros, devido às investigações realizadas pela Casa Branca com base na Seção 301 da Lei de Comércio do país.
Tópicos como desmatamento e os impactos do sistema Pix sobre empresas norte-americanas também serão abordados pelo ministro. Durigan garantiu que o Pix não prejudica as relações comerciais entre os dois países.
Ainda na agenda doméstica, mais cedo, foi divulgado o Índice de Gerentes de Compras (PMI) Industrial do Brasil que recuou de 52,6 em abril para 49,1 em maio, segundo dados da S&P Global.