Ibovespa encerrou esta quarta-feira (22) em forte baixa de 1,65%, aos 192.888,96 pontos, com recuo acumulado de 1,45% na parcial da semana. Durante o pregão, foi alcançada a máxima de 196.132,06 pontos; na mínima do dia, o indicador recuou aos 192.687,29 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) registrou forte recuo de 1,70%. Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) anotaram amplos ganhos de 1,86% e 1,38%, nesta ordem.

Os grandes bancos terminaram o dia com perdas: o Itaú (ITUB4) anotou expressiva baixa de 2,89% e o Bradesco (BBDC4) registrou desvalorização de 2,95%; o Santander (SANB11) caiu 3,37% e o Banco do Brasil (BBAS3) despencou 3,62%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia em campo positivo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 0,69%, aos 49.490,77 pontos; o S&P 500 subiu 1,05%, aos 7.137,89 pontos; e o Nasdaq se valorizou 1,64%, aos 24.657,57 pontos.

Neste pregão, em volta do feriado de Tiradentes (21), o mercado repercutiu com cautela os sinais mistos envolvendo Estados Unidos e Irã.

Apesar da extensão do cessar-fogo, o ambiente segue instável, com disputas pelo controle do Estreito de Ormuz. Nesta sessão, a Guarda Revolucionária iraniana informou a apreensão de duas embarcações comerciais na região, elevando a percepção de risco.

Diante das incertezas geopolíticas, os preços do petróleo voltaram a subir, com o Brent superando a marca de US$ 100 por barril. O movimento reforça preocupações com inflação global e custos logísticos.

Em meio aos desdobramentos do conflito, o presidente Donald Trump mantém níveis baixos de aprovação. Pesquisa recente da Reuters/Ipsos indica que 36% dos americanos aprovam sua gestão, patamar estável em relação ao mês anterior.

No Brasil, o destaque foi a aprovação, por unanimidade, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, do parecer favorável à proposta que trata do fim da jornada de trabalho 6×1.

O relatório do deputado Paulo Azi (União-BA) considerou admissíveis duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema.

O texto segue agora para análise de uma comissão especial, cuja formação ficará a cargo do presidente da Câmara, Hugo Motta, com expectativa de avanço da tramitação até o fim de maio.