O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (8) em expressiva alta de 2,09%, aos 192.201,16 pontos – renovando o maior patamar de fechamento da história –, com ganho acumulado de 2,21% na parcial da semana. Durante o pregão, foi alcançada a máxima histórica de 193.759,01 pontos; na mínima do dia, o indicador recuou aos 188.260,14 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) avançou 2,27%. Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) despencaram 4,42% e 3,92%, nesta ordem, acompanhando a queda global do petróleo bruto.
Os grandes bancos terminaram o dia em campo positivo: o Itaú (ITUB4) anotou expressiva alta de 3,50%; o Bradesco (BBDC4) disparou 5,00%; o Santander (SANB11) avançou 2,11%; e o Banco do Brasil (BBAS3) se valorizou 4,48%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários registraram ganhos robustos. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 2,85%, aos 47.909,92 pontos; o S&P 500 subiu 2,51%, aos 6.782,81 pontos; e o Nasdaq se valorizou 2,80%, aos 22.634,99 pontos.
Petróleo recua e reduz pressão inflacionária
Neste pregão, os investidores repercutiram o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu a percepção de risco global e favoreceu ativos de maior risco, como moedas emergentes.
Com a reabertura do Estreito de Ormuz e a expectativa de normalização no fluxo de petróleo, os preços da commodity recuaram para abaixo de US$ 100 por barril, amenizando preocupações inflacionárias no cenário global.
As negociações para um acordo definitivo devem começar em 10 de abril, em Islamabad, no Paquistão, país que mediou a trégua inicial.
Incertezas ainda limitam otimismo
Apesar do alívio inicial, os agentes do mercado seguem cautelosos diante das dúvidas sobre a efetiva retomada logística em Ormuz e a fragilidade do acordo.
Relatos da imprensa iraniana indicaram um novo fechamento do estreito após supostas violações do cessar-fogo por parte de Israel, que intensificou ataques no Líbano contra o Hezbollah. O episódio expõe a complexidade do conflito, que ainda envolve múltiplos atores na região.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, chegou a afirmar que o Líbano estaria incluído no cessar-fogo, mas autoridades israelenses negaram e indicaram continuidade das operações militares. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também afirmou que o Líbano não faz parte do acordo.
Fed mantém cautela com inflação
No campo macroeconômico, a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), realizada em março, mostrou que parte dos dirigentes do Federal Reserve passou a considerar a possibilidade de elevação de juros, caso a inflação permaneça acima da meta de 2%.
Ainda assim, o documento indica que a maioria dos membros segue projetando cortes de juros no cenário base, refletindo um ambiente de incerteza quanto à trajetória da política monetária nos Estados Unidos.
Cenário doméstico no radar
No Brasil, o mercado também acompanhou declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que afirmou não haver indícios de irregularidades na atuação do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, no caso envolvendo o Banco Master.
Além disso, novas pesquisas eleitorais apontaram empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro na disputa pelo Executivo, reforçando o cenário de indefinição política no país.