Ibovespa encerrou esta terça-feira (7) em estabilidade com viés de alta (+0,05%), aos 188.258,91 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 188.258,91 pontos; na mínima, desceu aos 185.855,25 pontos.

De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) avançaram 0,72%, enquanto os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) cederam 0,28% e 0,88%, nesta ordem.

Os grandes bancos terminaram o dia em direções mistas: o Itaú (ITUB4) fechou em viés de baixa (-0,07%) e o Santander (SANB11) caiu 0,97%. Por outro lado, o Banco do Brasil (BBAS3) terminou em viés de alta (+0,04%) e o Bradesco (BBDC4) avançou 0,66%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários também fecharam o dia sem direção definida. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) caiu 0,18%, aos 46.584,46 pontos; o S&P 500 fechou em viés de alta (+0,08%), aos 6.616,85 pontos; e o Nasdaq se valorizou 0,10%, aos 22.017,85 pontos.

 

Geopolítica pressiona mercados

Neste pregão, o movimento foi influenciado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçar o ultimato ao Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

A retórica mais dura elevou a aversão ao risco global e impulsionou os preços do petróleo, ampliando preocupações inflacionárias.

Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã emitiu alertas de segurança para civis em áreas consideradas de risco, aumentando a tensão no cenário internacional.

 

Medidas no Brasil entram no radar

No cenário doméstico, o mercado repercutiu a Medida Provisória (MP) publicada pelo governo federal para mitigar os impactos da alta do petróleo.

O pacote inclui ações voltadas ao diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e querosene de aviação (QAV), além da oferta de linhas de crédito para companhias aéreas.

Segundo o governo, as medidas terão validade entre abril e maio de 2026, com custo estimado em R$ 4 bilhões, dividido entre União, Estados e Distrito Federal.

 

Balança comercial desacelera em março

Os investidores também avaliaram os dados da balança comercial. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil registrou superávit de US$ 6,405 bilhões em março, com média diária de US$ 291,1 milhões, queda de 17,2% na comparação anual.

As exportações somaram US$ 31,603 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 25,199 bilhões.