Ibovespa encerrou esta terça-feira (24) em leve alta de 0,32%, aos 182.509,14 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 182.649,10 pontos; na mínima, desceu aos 179.914,53
pontos.

De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 0,79%, 2,51% e 2,69%, nesta ordem.

Os grandes bancos, por outro lado, terminaram o dia em baixa: o Itaú (ITUB4) caiu 0,56%; o Santander (SANB11) recuou 0,63%; o Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 1,29%; e o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 0,32%.

Por aqui, o dia foi marcado pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), realizada na semana passada, na qual decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. O documento indica que o início do ciclo de cortes ocorre em meio a um ambiente de elevada incerteza global e com a inflação ainda acima da meta.

Segundo o Comitê, o cenário externo se deteriorou com o agravamento de conflitos no Oriente Médio e novas dúvidas sobre a política econômica dos Estados Unidos, elevando a volatilidade dos mercados. No Brasil, a atividade econômica mostrou desaceleração no fim de 2025, conforme esperado, embora o mercado de trabalho permaneça resiliente.

Nos Estados Unidos, em dia de agenda econômica esvaziada, os principais indicadores acionários de Wall Street anotaram perdas: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 0,18%, aos 46.124,06 pontos; o S&P 500 caiu 0,37%, aos 6.556,37 pontos; e o Nasdaq cedeu 0,84%, aos 21.761,90 pontos.

O cenário internacional segue marcado por incertezas em torno da guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Enquanto o governo norte-americano sinaliza possíveis avanços nas negociações com Teerã, o Irã nega qualquer diálogo, e autoridades israelenses avaliam que um acordo de paz é improvável no curto prazo.

Paralelamente, uma matéria da Reuters indica que o Pentágono deve enviar milhares de soldados adicionais para a região, ampliando o esforço militar. Com o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — ainda sob risco, investidores voltam a precificar possíveis restrições na oferta global de energia.