Ibovespa encerrou esta terça-feira (31) em expressiva alta de 2,71%, aos 187.461,84 pontos. Em março, por outro lado, o indicador acumulou perda de 0,70%, interrompendo a sequência de sete meses consecutivos de alta. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 187.507,77 pontos; na mínima, desceu aos 182.515,40 pontos.

De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) saltaram 3,75%, enquanto os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) cederam 1,35% e 2,01%, nesta ordem, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional.

Os grandes bancos terminaram o dia em alta: o Itaú (ITUB4) disparou 4,52%, o Santander (SANB11) subiu 3,79%, o Banco do Brasil (BBAS3) se valorizou 2,68%, e o Bradesco (BBDC4) avançou 3,79%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários também anotaram ganhos. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) subiu 2,49%, aos 46.341,51 pontos; o S&P 500 avançou 2,91%, aos 6.528,52 pontos; e o Nasdaq se valorizou 3,83%, aos 21.590,63 pontos.

 

Cenário externo favorece apetite por risco

Neste pregão, o mercado operou com maior propensão ao risco diante da possibilidade de uma desescalada da guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo o The Wall Street Journal, o presidente norte-americano, Donald Trump, indicou a interlocutores que aceitaria encerrar a campanha militar no Irã mesmo com o Estreito de Ormuz ainda fechado.

No mesmo sentido, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país tem a “vontade necessária” para encerrar o conflito, desde que haja garantias de que novos episódios não se repitam.

“Temos a vontade necessária para pôr fim a este conflito, desde que as condições essenciais sejam cumpridas, especialmente as garantias necessárias para evitar a repetição da agressão”, disse Pezeshkian, em conversa com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Apesar das sinalizações, o cenário segue incerto. António Costa classificou a situação como “extremamente perigosa” e pediu redução das tensões, enquanto o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que os próximos dias serão decisivos, sem descartar o uso de tropas terrestres.

Ainda no cenário internacional, o Departamento do Trabalho dos EUA (DOL) informou que o relatório JOLTS apontou 6,882 milhões de vagas de trabalho em aberto em fevereiro, abaixo da expectativa do mercado, de 6,890 milhões.

 

Emprego no Brasil e política mexem no mercado acionário

No Brasil, o destaque ficou para o mercado de trabalho. Segundo o Ministério do Trabalho, o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a criação de 255,4 mil empregos formais em fevereiro.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) recuou 0,25% em fevereiro frente a janeiro. No acumulado de 12 meses, o índice permanece negativo em 4,47%, enquanto no ano registra leve alta de 0,07%.

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou a primeira reunião ministerial do ano, com a posse de novos ministros e a confirmação da permanência de Geraldo Alckmin como vice em sua chapa para as eleições de outubro.