O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (18) em leve baixa de 0,10%, aos 168.277,55 pontos, com perda acumulada de 1,67% na parcial da semana. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou uma máxima de 169.542,37 pontos; já na mínima, o índice recuou aos 167.910,63 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam com ganhos de 0,20%, 0,14% e 0,73%, nesta ordem.
Os grandes bancos terminaram a sessão em campo misto. Por um lado, o Bradesco (BBDC4) cedeu 0,46%; o Santander (SANB11) recuou 1,33%; e o Itaú (ITUB4) se desvalorizou 0,76%; por outro, o BTG Pactual (BPAC11) subiu 0,91%, e o Banco do Brasil (BBAS3) anotou ganhos de 0,62%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo positivo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) registrou leve alta de 0,14%, aos 51.565,75 pontos; o S&P 500 subiu 1,09%, aos 7.500,67 pontos; e o Nasdaq avançou 1,91%, aos 26.517,93 pontos.
Neste pregão, o mercado repercutiu as decisões de política monetária anunciadas na véspera pelo Federal Reserve (Fed) e pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Nos EUA, o Fed manteve a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Apesar da manutenção, as projeções divulgadas após a reunião mostraram uma inclinação mais conservadora da autoridade monetária. Segundo o chamado “dot plot”, nove dirigentes da instituição enxergam espaço para novas elevações dos juros ao longo de 2026.
Já no Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. No entanto, a comunicação da autoridade monetária foi interpretada pelo mercado como mais cautelosa, reforçando a percepção de que o espaço para novos cortes de juros no curto prazo é limitado.
O cenário contribuiu para fortalecer o dólar globalmente e reduzir o apetite dos investidores por ativos de maior risco. Enquanto a postura mais rígida do Fed impulsionou a moeda norte-americana no exterior, os ruídos em torno da comunicação do Banco Central brasileiro adicionaram pressão sobre o real.
No campo geopolítico, os investidores também acompanharam os desdobramentos do acordo firmado entre EUA e Irã. O tratado, assinado na quarta-feira (17) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, entrou em vigor e prevê compromissos relacionados ao programa nuclear iraniano, suspensão de sanções norte-americanas e mecanismos de compensação financeira ao governo de Teerã.
O governo da Suíça informou que representantes dos Estados Unidos, Irã, Paquistão e Catar se reunirão nesta sexta-feira (19), em Bürgenstock, para iniciar as negociações sobre a implementação do acordo.
Apesar do avanço diplomático, o entendimento ainda é considerado preliminar. Um acordo definitivo dependerá de novas rodadas de negociações sobre o programa nuclear iraniano e deverá ser posteriormente ratificado por meio de uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.
Para amanhã, a expectativa é de menor liquidez e volatilidade nos mercados globais em razão do feriado de Juneteenth nos EUA, que mantém fechadas as bolsas e os mercados financeiros norte-americanos.