Ibovespa encerrou esta quinta-feira (6) com forte baixa de 1,23%, aos 175.546,36 pontos, com desvalorização na parcial da semana de 1,38%. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou uma máxima de 177.720,00 pontos e uma mínima de 175.514,86 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) caiu 1,66%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 0,34% e 0,48%, respectivamente.

Os grandes bancos terminaram o dia com perdas: o Banco do Brasil (BBAS3) fechou com expressiva baixa de 3,66%; o Santander (SANB11) caiu 0,71%; o BTG Pactual (BPAC11) anotou perdas de 1,07%; o Itaú (ITUB4) se desvalorizou 1,30%; e o Bradesco (BBDC4) encerrou com queda de 1,94%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo negativo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) fechou com baixa moderada de 0,85%, aos 53.885,10 pontos; o S&P 500 recuou 0,18%, aos 7.709,96 pontos; o Nasdaq encerrou em viés de baixa (-0,06%), aos 26.348,35 pontos.

Neste pregão, o mercado seguiu repercutindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano, no quarto corte consecutivo.

No comunicado, o Banco Central evitou sinalizar os próximos passos da política monetária, destacando que o ambiente de elevada incerteza, a desancoragem das expectativas de inflação e os riscos ao cenário econômico exigem cautela na condução dos juros.

No cenário doméstico, os investidores também acompanharam declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou, em entrevista à GloboNews, que o aumento da dívida pública brasileira está relacionado ao elevado custo dos juros, e não à expansão dos gastos públicos. Segundo o ministro, o governo precisa refinanciar títulos vencidos por meio da emissão de novos papéis, o que amplia as despesas financeiras.

No exterior, o mercado avaliou o aumento das apostas em uma elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed). As taxas dos títulos do Tesouro norte-americano avançaram após declarações indicando que o presidente da instituição, Kevin Warsh, poderá apoiar uma alta dos juros na reunião de setembro caso os próximos indicadores de inflação surpreendam para cima.

Os dados do mercado de trabalho reforçaram essa percepção. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA somaram 199 mil na última semana, abaixo da expectativa de 204 mil, sinalizando que o mercado de trabalho segue resiliente.

Agora, as atenções se voltam para a divulgação do payroll nesta sexta-feira (7). O consenso do mercado é de que um mercado de trabalho ainda aquecido reforçaria a avaliação de que a trajetória da inflação continuará sendo o principal fator para a decisão do Fed sobre os juros na reunião de 16 de setembro.

No mercado de energia, o petróleo voltou a subir após notícias de que uma comissão do Parlamento iraniano analisa um projeto de lei que proibiria a passagem de embarcações dos Estados Unidos, de Israel e de outros países considerados hostis pelo Estreito de Ormuz, além de prever multas de até 20% do valor da carga para eventuais infratores.