O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (10) em baixa moderada de 0,70%, aos 168.619,26 pontos, com recuo acumulado de 0,23% na parcial da semana. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou uma máxima de 169.812,46 pontos; já na mínima, o índice recuou aos 168.070,99 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) caiu 1,02%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) anotaram ganhos de 1,50% e 1,17%, nesta ordem.
Parte dos grandes bancos terminaram o dia em campo negativo: o Banco do Brasil (BBAS3) fechou em queda de 0,58%; o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 0,98%; o BTG Pactual (BPAC11) recuou 3,24%; e o Santander (SANB11) terminou com baixa de 0,63%. Somente o Itaú (ITUB4) avançou 0,36%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em forte queda. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) registrou forte baixa de 1,87%, aos 49.921,58 pontos; o S&P 500 recuou 1,62%, aos 7.267,08 pontos; e o Nasdaq também encerrou com perdas de 1,98%, aos 25.169,50 pontos.
Neste pregão, as atenções dos investidores estiveram concentradas no cenário internacional, marcado pela divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos e pelo aumento das tensões entre Washington e Teerã.
No Oriente Médio, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã após acusar o país de derrubar um helicóptero norte-americano próximo ao Estreito de Ormuz. Segundo Trump, os EUA precisarão responder ao episódio.
A postura contrasta com declarações feitas no início da semana, quando o presidente norte-americano afirmava que um acordo de paz entre as partes estaria em fase final e poderia ser alcançado em poucos dias.
Nesta quarta-feira, contudo, Trump classificou o Irã como o “valentão do Oriente Médio” e afirmou que o país terá de “pagar o preço” por não ter aceitado uma proposta de paz. Em entrevista à emissora Fox News, o republicano indicou ainda que está próximo de autorizar novos ataques contra alvos estratégicos iranianos, incluindo usinas de energia e pontes.
Em resposta, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país permanecerá firme diante das ameaças norte-americanas. Em publicação nas redes sociais, o líder iraniano criticou as declarações de Trump e disse que ameaças à infraestrutura do país representam um sinal de desespero.
No campo econômico, o Departamento do Trabalho norte-americano informou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) avançou 4,2% em maio na comparação anual, impulsionado principalmente pela alta de 7% nos preços da gasolina.
Por outro lado, o núcleo do índice — que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia — subiu apenas 0,2% no mês, elevando a taxa acumulada em 12 meses para 2,9%.
Na avaliação dos investidores, os números reforçam a percepção de que as pressões inflacionárias permanecem controladas, reduzindo a necessidade de uma postura mais agressiva por parte do Federal Reserve (Fed) na próxima reunião de política monetária.
No cenário doméstico, sem indicadores econômicos relevantes na agenda, os agentes acompanharam a divulgação de novas pesquisas eleitorais.
Levantamento Genial/Quaest publicado hoje mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 39% das intenções de voto em um eventual primeiro turno da eleição presidencial de 2026, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com 29%.
Em uma simulação de segundo turno entre os dois candidatos, Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. Na pesquisa anterior, divulgada em maio, os percentuais eram de 42% e 41%, respectivamente.