O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (17) em moderada baixa de 0,70%, aos 168.453,93 pontos, com perda acumulada de 1,57% na parcial da semana. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou uma máxima de 171.878,23 pontos; já na mínima, o índice recuou aos 168.915,71 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) caiu 2,04%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam sem direção definida, com baixa de 0,58% e alta de 0,08%, nesta ordem.
Os grandes bancos terminaram o dia em campo misto: o Banco do Brasil (BBAS3) fechou em viés de alta (+0,05%); e o Itaú (ITUB4) avançou 0,87%. Por outro lado, o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 0,62%; o BTG Pactual (BPAC11) recuou 0,61%; e o Santander (SANB11) terminou em viés de baixa (-0,03%).
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em queda. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) caiu 0,97%, aos 51.493,10 pontos; o S&P 500 recuou 1,21%, aos 7.420,13 pontos; e o Nasdaq cedeu 1,35%, aos 26.021,66 pontos.
Nesta sessão, marcada pela Super-Quarta, os investidores repercutiram a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, em linha com as expectativas do mercado.
Na primeira coletiva de imprensa à frente do banco central norte-americano, o novo chairman, Kevin Warsh, anunciou a criação de uma força-tarefa para revisar aspectos centrais da atuação da instituição. Os trabalhos estarão concentrados em cinco áreas: comunicação, gestão do balanço patrimonial, uso de fontes de dados, produtividade e mercado de trabalho, além do arcabouço de inflação.
Segundo Warsh, os grupos irão analisar cada tema nas próximas semanas e apresentar propostas para aperfeiçoar a condução da política monetária dos Estados Unidos.
No Brasil, as atenções permaneceram voltadas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para após o fechamento do mercado. A expectativa predominante era de um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, reduzindo-a para 14,25% ao ano.
Entre os indicadores econômicos divulgados durante a sessão, o Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,50% em abril na comparação mensal. O resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam alta de 0,60%.
Nos EUA, o Departamento do Comércio informou que as vendas no varejo cresceram 0,9% em maio ante abril, alcançando US$ 763,7 bilhões. O desempenho superou o resultado de abril, que foi revisado para alta de 0,4%.
No cenário internacional, os investidores também acompanharam os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã. Durante a cúpula do G7, realizada na França, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a defender o acordo que deverá encerrar oficialmente o conflito entre os dois países.
Segundo Trump, o entendimento prevê uma compensação financeira ao Irã e deverá ser formalizado na próxima sexta-feira (19). O presidente afirmou ainda que os recursos previstos somente serão liberados caso Teerã cumpra os termos estabelecidos.
Também durante o encontro do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou como convidado, afirmou não ter discutido com Trump as tarifas recentemente impostas pelos EUA ao Brasil, destacando que as investigações comerciais norte-americanas seguem em andamento até 1º de julho.
Lula também criticou a decisão do governo norte-americano de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, além de rebater comentários sobre a condução da política interna brasileira.