Ibovespa encerrou esta quinta-feira (25) em alta moderada de 0,87%, aos 171.990,20 pontos, com ganho acumulado de 2,16% na parcial da semana. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou uma máxima de 173.277,09 pontos; já na mínima, o índice recuou aos 170.507,92 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) fechou com ganhos de 1,20%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam em direções opostas: com baixa de 0,12% e alta de 0,42%, nesta ordem.

Os grandes bancos terminaram a sessão em campo misto. Por um lado, o Bradesco (BBDC4) cedeu 0,17%; o Santander (SANB11) recuou 0,68%; por outro, o Itaú (ITUB4) se valorizou 1,78%; o BTG Pactual (BPAC11) subiu 1,19%, e o Banco do Brasil (BBAS3) anotou ganhos de 1,62%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam sem direção definida. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) registrou viés de alta (+0,07%), aos 51.887,37 pontos; o S&P 500 fechou com viés de baixa (-0,01%), aos 7.357,49 pontos; e o Nasdaq recuou 0,46%, aos 25.358,60 pontos.

Neste pregão, os investidores repercutiram uma série de indicadores econômicos divulgados no Brasil e nos Estados Unidos, que influenciaram as expectativas para a trajetória da política monetária nos dois países.

No mercado doméstico, o foco esteve na divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador avançou 0,41% em junho, desacelerando em relação à alta de 0,62% registrada em maio e ficando abaixo da expectativa do mercado, de 0,44%.

No acumulado do primeiro semestre, o IPCA-15 registra alta de 3,45%. Em 12 meses, a inflação acelerou para 4,80%, ante 4,64% na leitura anterior.

O resultado abaixo das projeções reforçou a percepção de parte dos investidores de que o Banco Central poderá manter espaço para a continuidade do ciclo de flexibilização monetária, ainda que de forma gradual.

Também nesta quinta-feira, o BC revisou para cima sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, elevando a estimativa de 1,6% para 2,0%, conforme o Relatório de Política Monetária.

Nos EUA, o Departamento de Comércio (DOC) informou que o Índice de Preços para Gastos com Consumo Pessoal (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), avançou 0,4% em maio, repetindo o desempenho de abril e ficando abaixo da expectativa do mercado, de alta de 0,5%.

Na comparação anual, o PCE acelerou de 3,8% para 4,1%, em linha com as projeções dos analistas. Já o núcleo do indicador registrou inflação de 0,3% na base mensal e de 3,4% em 12 meses.

DOC também revisou para cima o desempenho da economia norte-americana, informando que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 2,1% no primeiro trimestre de 2026. A estimativa anterior apontava expansão de 1,6%.

No mercado de trabalho, o Departamento do Trabalho (DOL) reportou 215 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 20 de junho, abaixo da expectativa de 225 mil solicitações.

Em Wall Street, o setor de tecnologia apresentou desempenho misto. As ações da Micron avançaram após a divulgação de resultados trimestrais acima das expectativas, enquanto papéis de empresas como Apple e Microsoft recuaram diante das preocupações com os custos e os preços dos semicondutores voltados à inteligência artificial.