Às 10h36 (horário de Brasília) desta quinta-feira (11), o Ibovespa registrava alta moderada de 0,53%, aos 169.505,69 pontos, com ganho acumulado na parcial da semana de 0,14%. Na véspera (10), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) caiu 0,70%, aos 168.619,26 pontos.
De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) da Petrobras (PETR3; PETR4) subiam 0,41%, 0,19% e 0,10%, respectivamente.
Nesta manhã, os investidores monitoravam os desdobramentos das tensões no Oriente Médio. Os Estados Unidos e Irã trocarem ataques pelo segundo dia consecutivo, elevando as incertezas sobre a manutenção do cessar-fogo firmado há dois meses.
Durante a madrugada, autoridades norte-americanas informaram que concluíram sua mais recente operação militar contra Teerã. Ao mesmo tempo, surgiram sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre os dois países.
Segundo fontes iranianas e uma autoridade europeia, Washington e Teerã estariam discutindo os detalhes de um memorando de entendimento após alcançarem um acordo político preliminar. Entre os temas em debate estão mecanismos para a liberação de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados.
Ainda no exterior, as atenções se voltam para a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA que avançou 1,1% em maio de 2026, o mesmo resultado registrado em abril (revisado de 1,4%), informou o Departamento do Trabalho (DOL), nesta quinta-feira (11). O mercado projetava uma alta de 0,7%.
Ademais, o DOL também informou os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego. Segundo o órgão, foram registrados 229 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 6 de junho. O resultado ficou acima das expectativas do mercado e representa uma alta de 4 mil pedidos em relação à semana anterior.
Os investidores também acompanham a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) e a coletiva da presidente da instituição, Christine Lagarde. A expectativa do mercado é de uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da zona do euro, para 2,25% ao ano.
No Brasil, o destaque ficou para o setor de serviços. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços cresceu 1,2% em abril na comparação com março, quando havia registrado retração de 1,1%.
Com o resultado, o setor passou a operar 19,9% acima do nível observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, ficando apenas 0,3% abaixo do recorde histórico alcançado em outubro de 2025.
Os dados reforçam a percepção de resiliência da atividade econômica e são acompanhados de perto pelo mercado antes da divulgação do IPCA de maio, prevista para esta sexta-feira (12), e da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
No campo político, os investidores repercutem a aprovação, pelo Senado, de projetos com elevado impacto fiscal. Entre eles está a proposta de renegociação de dívidas rurais, cujo custo estimado pode alcançar R$ 140 bilhões ao longo de dez anos, ampliando as preocupações sobre a trajetória das contas públicas.