O Ibovespa encerrou esta terça-feira (23) em alta moderada de 0,52%, aos 171.258,87 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 171.720,29 pontos; na mínima, desceu aos 168.495,19 pontos.
De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) anotou perdas de 1,89%. Já as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam em campo positivo, com altas de 0,78% e 0,41%, nesta ordem.
A maior parte dos grandes bancos terminaram o dia com ganhos: o BTG Pactual (BPAC11) subiu 1,13%; o Itaú (ITUB4) avançou 0,27%; o Bradesco (BBDC4) encerrou com alta de 0,90%; e o Banco do Brasil (BBAS3) valorizou 1,43%, respectivamente. Por outro lado, o Santander (SANB11) fechou em baixa moderada de 0,74%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo negativo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou com viés de baixa (-0,08%), aos 51.668,91 pontos; já o S&P 500 recuou 1,44%, aos 7.365,47 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 2,22%, aos 25.587,04 pontos.
Neste pregão, o mercado adotou uma postura mais defensiva após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC).
O documento foi recebido com cautela por parte dos investidores, que apontaram inconsistências entre o diagnóstico apresentado sobre a inflação e a decisão de política monetária anunciada na semana passada.
A ata detalhou a decisão unânime de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, e procurou justificar uma trajetória mais gradual de flexibilização monetária. Apesar disso, a avaliação predominante no mercado foi de que o Comitê apresentou uma leitura mais preocupante para o cenário inflacionário sem, contudo, adotar uma postura proporcionalmente mais restritiva.
A interpretação de parte dos agentes foi de que a comunicação do BC aumentou as dúvidas sobre os próximos passos da política monetária, elevando a volatilidade dos ativos domésticos.
No cenário internacional, também pesou sobre o câmbio a percepção de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter uma postura mais conservadora nos próximos meses. Investidores seguem ajustando posições após dirigentes da autoridade monetária norte-americana sinalizarem a possibilidade de juros mais elevados por um período prolongado.
As atenções agora se voltam para a divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), prevista para quinta-feira (25). O indicador é considerado a principal medida de inflação acompanhada pelo Fed.
No radar, os preços do petróleo continuaram recuando diante dos avanços nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã. Segundo autoridades iranianas, as discussões técnicas com Washington foram concluídas nesta terça-feira e grupos de trabalho já começaram a ser estruturados para tratar de temas centrais das negociações, incluindo a suspensão de sanções econômicas e o futuro do programa nuclear iraniano.