Ibovespa encerrou esta terça-feira (14) em alta moderada de 0,51%, aos 176.641,10 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 177.179,10 pontos; na mínima, desceu aos 175.742,87 pontos.

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) fechou em forte alta de 1,52%, enquanto que as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) encerraram em campo negativo, com quedas de 0,55% e 0,15%, nesta ordem.

A maior parte dos grandes bancos terminaram o dia sem direção definida: o BTG Pactual (BPAC11) subiu 1,03%; o Banco do Brasil (BBAS3) valorizou 1,48%; e o Itaú (ITUB4) fechou em completa estabilidade. Já o Bradesco (BBDC4) encerrou com queda de 1,01% e o Santander (SANB11) fechou com leve baixa de 0,18%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo positivo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou em viés de alta (+0,02%), aos 52.508,27 pontos; já o S&P 500 avançou 0,38%, aos 7.543,59 pontos; e o Nasdaq se valorizou 0,90%, aos 26.107,01 pontos.

Neste pregão, o mercado acompanhou a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos abaixo das expectativas do mercado, o que reduziu as apostas de um novo aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião marcada para 29 de julho.

Segundo o Departamento do Trabalho (DOL), o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou deflação de 0,4% em junho, revertendo a alta de 0,5% observada em maio e superando a expectativa do mercado, que projetava recuo de 0,1%.

Na comparação anual, a inflação desacelerou de 4,2% para 3,5%, abaixo da projeção de 3,8%. Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, apresentou deflação de 0,2% no mês — também inferior às estimativas dos analistas — enquanto a taxa anual recuou para 2,6%.

Os números reforçaram a percepção de que o processo de desaceleração da inflação segue em curso nos EUA, reduzindo a necessidade de um aperto monetário adicional no curto prazo.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção da taxa de juros na próxima reunião do Federal Reserve (Fed) saltou de 58,3% para 83,4%. Em contrapartida, as apostas em uma nova alta recuaram de 41,7% para 16,6%.

Apesar do resultado, o presidente do Fed, Kevin Warsh, adotou um tom cauteloso durante audiência na Câmara dos Representantes. Segundo o dirigente, os dados de junho representam apenas “um ponto de informação” e não devem ser interpretados como sinal de que o trabalho para levar a inflação de volta à meta de 2% esteja concluído.

No cenário internacional, os preços do petróleo voltaram a subir, embora em ritmo mais moderado. Após anunciar na segunda-feira (13) a intenção de retomar o bloqueio naval ao Irã e cobrar uma taxa de 20% sobre cargas que transitassem pelo Estreito de Ormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou da proposta.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que desistiu da cobrança e que optará por ampliar acordos comerciais e de investimentos com países do Golfo. “Com base em conversas altamente produtivas com líderes do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% por acordos comerciais e de investimento”, escreveu.

No Brasil, sem indicadores econômicos relevantes, o mercado acompanhou o cenário político. Pesquisa Futura Inteligência/Apex mostrou empate técnico em um eventual segundo turno da eleição presidencial, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrando 46,3% das intenções de voto, contra 46,1% do senador Flávio Bolsonaro.

Os investidores também permaneceram atentos às negociações entre Brasil e EUA sobre a possível aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão da administração norte-americana está prevista para esta quarta-feira (15).