Às 10h17 (horário de Brasília) desta quinta-feira (16), o Ibovespa registrava leve baixa de 0,20%, aos 175.652,07 pontos, com perda acumulada de 1,26% na parcial da semana. Na véspera (15), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) caiu 0,36%, aos 176.010,90 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) registra queda de 0,89%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operam sem direção definida, com baixa de 0,13% e viés de alta (+0,07%), respectivamente.
Nesta manhã, o mercado brasileiro repercutia a decisão do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR) de aplicar tarifas de 25% aos produtos do Brasil, por meio da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. A medida entra em vigor em 22 de julho.
Nos últimos dias, o órgão havia iniciado uma audiência pública, que contou com a participação de autoridades brasileiras e de outros países investigados por práticas comerciais desleais. Ao todo, o escritório do USTR abriu cerca de 80 investigações comerciais, que poderiam afetar a China, a União Europeia, a Índia, o Japão, a Coreia do Sul e o México.
No caso do Brasil, o Pix estava entre os principais temas levantados pelo USTR, com a posição de que o sistema de pagamentos restringia as operações de empresas dos EUA no território brasileiro.
Em comunicado, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que “as extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a prosseguir as negociações com o Brasil para promover as mudanças há muito necessárias.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em suas redes sociais que o país “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio.”
Associações e instituições brasileiras já estão se pronunciando contra a nova sobretaxa norte-americana e como isso afeta os embarques nacionais. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, já declarou que o “cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira”.
Na agenda econômica dos EUA, os investidores repercutem a divulgação dos dados das vendas no varejo do país norte-americano, que cresceram 0,2% em junho na comparação mensal, para US$ 768,8 bilhões, ante avanço de 1,0% registrado em abril (dado revisado de 0,9%), segundo informado pelo Departamento do Comércio (DOC) do país. O resultado veio em linha com a expectativa do mercado.
Além disso, os agentes do mercado acompanham os números dos novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 11 de julho. Segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (DOL), o país registrou 208 mil solicitações. O resultado veio abaixo dos 216 mil pedidos esperadas pelo mercado, e representa um recuo de 2 mil pedidos em relação à semana anterior (dado revisado de 215 mil para 216 mil).
No mercado doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou hoje que o volume de vendas do comércio varejista registrou avanço mensal de 0,1% em maio, na série com ajuste sazonal, ante baixa de 1,6% em abril (dado revisado de 1,5%). A expectativa do mercado era de um alta maior de 0,5%.