Às 10h25 (horário de Brasília) desta segunda-feira (4), o Ibovespa registrava leve baixa de 0,25%, aos 186.857,61 pontos.

Na quinta-feira (30), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) fechou em forte alta de 1,39%, aos 187.317,64 pontos, porém, com recuo acumulado de 1,80% na semana. Não houveram negociações na B3 na última sexta-feira (1º) em decorrência do feriado do Dia do Trabalho.

De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) operavam em campo negativo, com queda de 0,53%, 0,48% e 0,16%, respectivamente.

 

Mercado monitora o Estreito de Ormuz

Nesta manhã, os investidores acompanham o agravamento das tensões no Oriente Médio, com impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz.

Relatos envolvendo ações militares na região elevaram a aversão ao risco, sustentando a alta dos preços do petróleo, com o tipo Brent próximo de US$ 115 por barril. O movimento ocorre mesmo após sinalizações da OPEP+ sobre aumento de produção.

 

Política doméstica no radar

No Brasil, o destaque é a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC), que elevou a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 de 4,86% para 4,89%.

Os agentes também aguardam a divulgação da ata da última reunião do Copom, agendada para sair amanhã (5), após o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, agora em 14,50% ao ano.

Já o Índice de Gerentes de Compras (PMI) Industrial do Brasil subiu de 49,0 em março para 52,6 em abril, segundo dados divulgados pela S&P Global. O resultado atingiu o maior nível em 14 meses e voltou a superar a marca dos 50 pontos, que separa contração de crescimento.

No campo político, o mercado avalia os desdobramentos recentes no Congresso, após derrotas do governo no Senado, incluindo a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada de vetos presidenciais sobre a PL da Dosimetria.