Às 10h13 (horário de Brasília) desta segunda-feira (20), o Ibovespa operava em leve alta de 0,24%, aos 174.133,59 pontos. Na sexta-feira (17), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) encerrou em estabilidade com viés de baixa (-0,06%), aos 173.714,08 pontos, com perda acumulada de 2,33% na semana.

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) anotava viés de alta (+0,04%), enquanto que as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operavam próximo a estabilidade, porém sem direção definida (-0,04% e +0,05%, respectivamente).

Nesta manhã, os investidores acompanham a escalada das tensões no Oriente Médio, que voltou a impulsionar os preços do petróleo. Os confrontos entre Estados Unidos e Irã entraram no nono dia consecutivo, enquanto aumentam as preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz após relatos de petroleiros imobilizados na região.

A valorização do petróleo reacendeu temores de novas pressões inflacionárias globais, reduzindo parte do otimismo gerado pelos dados mais fracos da inflação ao consumidor nos EUA divulgados na semana passada. Com isso, os mercados voltaram a precificar a possibilidade de ao menos uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) até o fim de 2026.

No Brasil, o principal destaque da agenda econômica foi a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 5,16% para 5,15%, registrando a terceira redução semanal consecutiva. Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 4,20%.

Os investidores também seguem monitorando os desdobramentos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros no âmbito da investigação da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. As medidas entram em vigor na próxima quarta-feira (22).

Segundo o Palácio do Planalto, o governo brasileiro mantém o diálogo com Washington em busca de uma solução negociada, ao mesmo tempo em que avalia a adoção de medidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica.