Às 10h16 (horário de Brasília) desta terça-feira (24), o Ibovespa registrava baixa moderada de 0,62%, aos 180.745,38 pontos. Na véspera (23), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) subiu 3,24%, aos 181.931,93 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) recuava 0,46%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançavam 1,24% e 1,30%, respectivamente.

 

Ata do Copom no foco

Nesta manhã, sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes, os investidores repercutem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada. Na ocasião, o colegiado do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

O documento destaca que o início do ciclo de cortes ocorre em um ambiente de elevada incerteza global e com a inflação ainda acima da meta, justificando uma redução inicial de menor magnitude como parte da estratégia de desinflação.

 

Geopolítica segue no radar

No cenário externo, o mercado continua atento aos desdobramentos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Mais cedo, autoridades israelenses indicaram que o presidente dos EUA, Donald Trump, busca um acordo com o Irã, embora as chances de sucesso imediato sejam consideradas baixas.

Na véspera, Trump adiou a ameaça de bombardear instalações energéticas iranianas, condicionando a decisão à reabertura do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo — e mencionou conversas em andamento. O governo iraniano, no entanto, negou qualquer negociação.

As declarações recentes provocaram forte volatilidade nos mercados. Após uma queda de mais de 10% na sessão anterior, os preços do petróleo voltam a subir nesta manhã, com altas superiores a 2% tanto para o Brent quanto para o WTI.

A dinâmica da commodity segue como um dos principais vetores de risco para inflação e política monetária global.