Às 10h20 (horário de Brasília) desta terça-feira (4), o Ibovespa operava em forte alta de 1,41%, aos 180.504,97 pontos. Na véspera (3), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) encerrou estável, aos 178.000,24 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale subia mais de 2,5%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) caíam levemente.

Neste pregão, as atenções dos investidores brasileiros estão divididas entre novos dados da indústria e o início da reunião do Comitê de Política Monetáeia (Copom) do Banco Central (BC).

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial  do Brasil teve uma variação mensal negativa de 1,8% em junho de 2026, ante queda de 0,9% em maio (dado revisado de -0,2%). A expectativa do mercado era de uma retração de 0,7%.

Em relação a junho de 2025, a indústria cresceu 1,7%, após variação de 0,2% em maio. O desempenho anual também veio pior do que o esperado pelo mercado (+3,0%).

Nesta terça, também tem início a reunião do Copom deliberar sobre o futuro da taxa básica de juros do Brasil, atualmente em 14,25% ao ano. O resultado sairá amanhã (5), com investidores esperando por mais um corte de 0,25 ponto percentual.

Após o fechamento das negociações, Itaú Unibanco (ITUB4), Gerdau (GGBR4), C&A (CEAB3), Iguatemi (IGTI11), RD Saúde (RADL3) e Prio (PRIO3) divulgam seus resultados financeiros referentes ao segundo semestre deste ano.

Nos Estados Unidos, destaque para o início da bateria de dados do setor laboral. Daqui a pouco, o Departamento do Trabalho (DOL) divulga o Jolts, mostrando o número de vagas de trabalho que estavam em aberto em junho no país norte-americano. Junto do payroll, agendado para sair na sexta-feira (7), o relatório é um dos mais importantes para o Federal Reserve (Fed) calibrar suas decisões de política monetária.

No radar, novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio envolvendo os EUA e o Irã e os impactos nos preços do petróleo.