HORA DE ESFRIAR OS ÂNIMOS COM ALCOLUMBRE E PACHECO

A ex-ministra da SRI e ex-presidente do PT disse ontem que Davi Alcolumbre agiu como líder partidário e não como presidente do Senado no episódio da rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e na derrubada do veto do PL da Dosimetria. Gleisi Hoffmann defendeu, em entrevista à Globonews, que se Alcolumbre subiu no palanque adversário após um longo período garantindo a governabilidade, o senador agora demarcou sua nova posição e o governo não pode manter mais as portas abertas para um adversário. Líder influente no PT, Gleisi deixou claro que essa era sua opinião pessoal, mas essa avaliação não é compartilhada por todo o partido. Vozes relevantes do PT dizem que é cedo para decretar rupturas e lembram que a ordem no governo é “baixar a temperatura”. A prioridade é garantir a aprovação das matérias de interesse no Congresso, como a PEC 6×1, até o início da campanha eleitoral. O raciocínio é o mesmo para a questão mineira. Apesar dos fortes rumores de traição do senador Rodrigo Pacheco na votação que impôs a maior derrota do governo Lula 3 e de os jornais apontarem para o fim das negociações sobre candidatura ao governo de Minas Gerais, o entorno de Pacheco afirma que não tem nada decidido ainda e que há “muita conversa pela frente”.

Equipe BAF – Direto de Brasília
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