O governo da Argentina anunciou, na noite desta terça-feira (4), que chegou a um acordo com trabalhadores do setor de pilotagem, permitindo que as atividades sejam normalizadas nos principais portos do país.
No último final de semana, práticos – profissionais que atuam orientando os navios na entrada e na saída dos portos – entraram em greve, fazendo com que mais de 185 embarcações ficassem paradas, afetando as exportações agroindustriais e o transporte de combustíveis do país.
O acordo do governo com o setor inclui a suspensão do Decreto 690/2026, que alterava a regulamentação da pilotagem portuária em vigor desde 1991. Entre outras modificações, o decreto estabelecia um cadastro aberto de profissionais, amplava a concorrência entre os prestadores de serviços e concedia à Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPYN) o poder de fixar tarifas máximas.
Na véspera, Gustavo Idígoras, presidente Cámara de la Industria Aceitera de la República Argentina (CIARA) e do Centro de Exportadores de Cereales (CEC), alertou que cada dia de atraso implica perdas econômicas significativas e pode prejudicar a reputação internacional do país como fornecedor confiável de alimentos, além de beneficiar concorrentes regionais em um mercado cada vez mais exigente.