Às 10h15 (horário de Brasília) desta quarta-feira (10), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava moderada alta de 6,75 pontos e 0,61%, cotado a US$ cents 1.120,50/bushel; o de agosto subia 6,25 pontos e 0,56%, a US$ cents 1.125,00/bushel. Na semana, por outro lado, os vencimentos acumulam perdas de 0,10%.

Em relaçãos aos derivados, o farelo e o óleo avançavam 0,86% e 0,27%, respectivamente.

Milho

No mesmo horário, o contrato de julho do milho negociado na CBOT subia 2,50 pontos e 0,60%, cotado a US$ cents 422,00/bushel, com valorização na parcial da semana de 1,08%. O vencimento de setembro avançava 3,00 pontos e 0,70%, a US$ cents 430,50/bushel, com ganho de 0,82% na semana.

Trigo

O contrato de julho do trigo negociado em Chicago subia 9,00 pontos e 1,54%, cotado a US$ cents 594,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês anotava ganho de 6,00 pontos e 0,95%, a US$ cents 636,75/bushel. Na semana, os futuros acumulam valorização de 2,46% e 2,58%, nesta ordem.

O que está mexendo com os mercados

As atenções dos investidores seguem voltadas para as condições climáticas sobre as principais regiões produtoras dos Estados Unidos.

De acordo com o boletim meteorológico diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nas planícies, principal polo de cultivo de trigo, o tempo instável continua proporcionando alívio limitado à seca na metade norte da região.

“O ar mais frio está avançando sobre as Planícies do Norte, mas o calor intenso persiste no Colorado e no Kansas. Ainda hoje, temperaturas acima de 38°C voltarão a atingir algumas localidades das Planícies Altas centrais e meridionais, após as máximas de 39°C registradas ontem em Guymon (Oklahoma) e em Garden City (Kansas)”, afirma o USDA.

Já no Cinturão do Milho, principal região produtora de milho e soja, o tempo seco predomina do vale médio do Mississippi até Michigan, durante um intervalo entre sistemas de tempestades. No entanto, uma nova rodada de pancadas de chuva e tempestades está se espalhando pelo alto Meio-Oeste.

“A maior parte das lavouras de milho e soja da região continua com umidade adequada, com a umidade da camada superficial do solo em 7 de junho variando de 40%, classificada como muito baixa a baixa em Michigan até 32% acima do normal em Missouri”, detalha o departamento.

O plantio da soja e do milho no Corn Belt se encontra virtualmente encerrado, com os desenvolvimentos fenológicos das lavouras adiantados em relação à média dos últimos anos. Em linhas gerais, as condições das lavouras são satisfatórias, apesar de um pouco piores do que o observado em igual altura da temporada passada.

Já o trigo registra um quadro heterogêneo: enquanto o cereal de inverno segue com condições significativamente inferiores às de 2025 – apenas 25% da área em situação boa ou excelente, ante 54% no ano passado – a safra de primavera apresenta panorama mais favorável, com condições em linha com o ano anterior e estágios de desenvolvimento dentro do esperado.

Amanhã (11), o USDA publicará o relatório mensal de oferta e demanda (Wasde), bem como os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 4 de junho.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – caía 0,11% nesta manhã. Já o petróleo – que exerce influência sobre a competitividade dos biocombustíveis norte-americanos produzidos à base de grãos e oleaginosas – subia mais de 1%, com o mercado atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.