Às 9h53 (horário de Brasília) desta segunda-feira (29), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em moderada baixa de 8,50 pontos e 0,75%, cotado a US$ cents 1.117,75/bushel. O de agosto recuava 8,75 pontos e 0,77%, a US$ cents 1.127,75/bushel.
No caso dos derivados, o farelo cedia 0,39%, enquanto óleo apresentava viés de alta (+0,08%).
Milho
O contrato de julho do milho negociado na CBOT recuava 8,00 pontos e 1,94%, cotado a US$ cents 404,75/bushel. O de setembro recuava na mesma intensidade, a US$ cents 413,75/bushel.
Trigo
O vencimento de julho do trigo negociado em Chicago perdia 2,00 pontos e 0,35%, cotado a US$ cents 576,25/bushel. Por outro lado, na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão subia 4,75 pontos e 0,78%, a US$ cents 615,75/bushel.
Fundamentos de mercado
Nesta manhã, os investidores seguem aguardando pelos relatórios de área plantada e estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para amanhã (30) e considerados um dos principais eventos do calendário do mercado de grãos.
A expectativa predominante é de que o departamento revise para baixo a estimativa de área cultivada com milho e eleve a projeção para a soja, refletindo uma migração de parte dos produtores norte-americanos da cultura do milho para a oleaginosa.
No campo, o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS) mantém alertas de calor extremo para grande parte do leste e do Meio-Oeste do país.
Segundo a agência, os alertas abrangem áreas que se estendem do norte de Minnesota até a costa do Golfo do México e do centro-norte do Kansas ao leste de Ohio. Quase todo o estado de Iowa permanecerá sob alerta de calor extremo nesta segunda e terça-feira.
As temperaturas no norte de Indiana e no sul de Michigan podem atingir 40,5°C ao longo do dia, enquanto as mínimas noturnas deverão permanecer próximas de 21°C, oferecendo pouco alívio às lavouras. “Doenças relacionadas ao calor aumentam significativamente durante eventos de calor extremo e alta umidade”, alertou o NWS.
Parte das perdas, contudo, era limitada pela desvalorização do dólar frente às principais moedas globais, com recuo de 0,12% do índice DXY, fator que aumenta a competitividade das exportações norte-americanas. A valorização do petróleo também oferecia suporte ao complexo de grãos e oleaginosas, ao elevar a competitividade dos biocombustíveis.
Ainda nesta segunda-feira, o USDA divulgará os dados semanais de embarques, além da atualização das condições e dos estágios de desenvolvimento das lavouras norte-americanas.