Às 9h45 (horário de Brasília) desta quinta-feira (20), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 3,75 pontos e 0,31%, cotado a US$ cents 1.226,00/bushel, com ganho na parcial da semana de 4,10%. O vencimento de novembro avançava 5,00 pontos e 0,40%, a US$ cents 1.242,25/bushel – valorização semanal de 4,17%.
Ontem (19), o contrato de setembro subiu 1,79%, a US$ cents 1.222,25/bushel, e o de novembro avançou 1,68%, a US$ cents 1.237,25/bushel.
Nesta manhã, os preços da oleaginosa seguiam em trajetória de alta, sustentados pelos derrivados – farelo e óleo avançavam 0,53% e 0,93%, respectivamente – e pelo salto de mais de 3% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir da oleaginosa.
Há pouco, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que os registros de vendas de soja para exportação nos anos comerciais 2025/26 e 2026/27 somaram 85 mil e 1,723 milhão de toneladas, respectivamente, na semana encerrada em 13 de agosto.
O mercado também segue atento ao desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt e à previsão do tempo para os principais estados produtores. Boletim diário do USDA indica que as temperaturas máximas de hoje no Cinturão do Milho deverão variar entre 27°C a 29°C.
Apesar das temperaturas favoráveis, as lavouras de milho e soja enfrentam condições bastante distintas de umidade. A seca está concentrada principalmente no alto Meio-Oeste, enquanto o excesso de umidade do solo e as preocupações com inundações em áreas de baixada se estendem do centro de Illinois ao sul de Ohio.
Daqui a pouco, o USDA publica o Drought Monitor, indicando a incidência de seca sobre as lavouras.
Milho
O contrato de setembro do milho negociado na CBOT se valorizava 5,50 pontos e 1,16%, negociado a US$ cents 478,50/bushel, com alta de 4,25% na parcial da semanal. O vencimento de dezembro subia 6,00 pontos e 1,20%, a US$ cents 504,00/bushel – avanço semanal de 4,29%.
Na véspera (19), os futuros subiram mais de 2%, fechando o dia a US$ cents 473,00/bushel e a US$ cents 498,00/bushel, nesta ordem.
Assim como os da soja, os preços do milho também eram impulsionados nesta manhã pela valorização do petróleo e por preocupações climáticas no Corn Belt.
As vendas líquidas de milho para entrega na temporada 2025/26 somaram 232,9 mil toneladas na semana encerrada 2025/26, queda de 43% em relação à semana anterior e 24% abaixo da média das últimas quatro semanas. Já para entrega no ciclo 2026/27, as comercializações totalizaram 1,975 milhão de toneladas, volume 12% superior ao da semana anterior e 13% acima da média das quatro semanas anteriores.
No entanto, maiores ganhos eram limitados pela ampla disponilidade de milho na América do Sul, com Brasil e Argentina terminando de colher uma safra recorde do cereal.
Trigo
O contrato de setembro do trigo negociado em Chicago subia 7,25 pontos e 1,07%, cotado a US$ cents 687,50/bushel, com ganho na parcial da semana de 1,89%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançava 4,25 pontos e 0,56%, a US$ cents 766,25/bushel, com valorização semanal de 1,59%.
As cotações do trigo eram sustentadas pelo aumento das tensões no Mar Negro, que têm reduzido os embarques da Rússia e da Ucrânia pelos portos da região.
De acordo com o USDAS, as vendas líquidas de trigo para entrega no ano comercial 2026/27 somaram 393,7 mil toneladas na semana finalizada em 13 de agosto, crescimento de 54% em relação à semana anterior e 40% acima da média das quatro últimas semanas.