O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta quinta-feira (4) em expressiva baixa de 24,50 pontos e 2,12%, cotado a US$ cents 1.129,50/bushel; o de julho cedeu 25,75 pontos e 2,22%, a US$ cents 1.132,50/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam perdas, de 4,82% e 4,85%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o óleo e o farelo se desvalorizaram 3,07% e 2,21%, nesta ordem.

Milho

O contrato de julho do milho negociado na CBOT avançou 7,00 pontos e 1,62%, cotado a US$ cents 424,50/bushel, com desvalorização na parcial da semana de 4,98%; e o de setembro caiu 7,50 pontos e 1,70%, a US$ cents 432,75/bushel – perda de 5,05% na semana.

Trigo

O vencimento de julho do trigo negociado em Chicago cedeu 5,50 pontos e 0,94%, cotado a US$ cents 581,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuou 3,75 pontos e 0,60%, a US$ cents 620,25/bushel. Na parcial da semana, os ativos desvalorizavam 4,74% e 4,54%, respectivamente.

Fundamentos de mercado

Neste pregão, o principal fator de pressão sobre soja e milho continuou sendo o cenário climático favorável nos Estados Unidos. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), sistemas de tempestades devem levar volumes expressivos de chuva para áreas importantes do cinturão produtor, incluindo partes de Iowa, Missouri e Nebraska, nos próximos dias.

Embora aproximadamente 20% das áreas produtoras ainda apresentem algum grau de seca, os modelos meteorológicos apontam um padrão mais úmido para os próximos 11 a 15 dias, reforçando as expectativas de bom desenvolvimento das lavouras.

No campo da demanda, o relatório semanal de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) trouxe números considerados modestos para a safra atual. As vendas líquidas de milho 2025/26 somaram 883,3 mil toneladas na semana encerrada em 28 de maio, queda de 13% frente à semana anterior e de 32% em relação à média das quatro semanas anteriores.

No caso da soja, as vendas líquidas totalizaram 276,9 mil toneladas, volume 8% inferior ao registrado na semana anterior, embora 24% acima da média das últimas quatro semanas.

No mercado de trigo, além do avanço da colheita de inverno nos EUA, as previsões de chuvas para Oklahoma e Texas ajudaram a reforçar a expectativa de uma oferta confortável.

O USDA destacou que precipitações e trovoadas isoladas seguem beneficiando áreas de pastagens e culturas semeadas na primavera, embora parte das planícies ainda enfrente déficit de umidade.

Segundo o órgão, mais de 40% das áreas das planícies norte-americanas apresentavam níveis de umidade superficial classificados como muito baixos a baixos no fim de maio, com destaque para o Colorado, onde esse percentual alcançou 91%.

No radar, o recuo dos preços do petróleo também contribuiu para a pressão sobre os grãos. Os investidores passaram a apostar em uma possível redução das tensões no Oriente Médio após Israel e Líbano anunciarem um cessar-fogo, aumentando as expectativas de um eventual acordo mais amplo envolvendo Estados Unidos e Irã.

A perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz e de normalização do fluxo global de petróleo reduziu parte do prêmio de risco sobre os combustíveis fósseis e diminuiu o suporte ao mercado de biocombustíveis.