A administração do presidente Donald Trump decidiu adiar os planos de ampliar as importações de carne bovina pelos Estados Unidos, segundo informou uma fonte da Casa Branca à Reuters na noite de segunda-feira (11).
A informação surgiu após reportagem do Wall Street Journal indicar que Trump assinaria decretos executivos permitindo maior entrada da proteína no país com tarifas reduzidas.
Até o fim da segunda-feira, porém, a Casa Branca não divulgou comunicado oficial nem confirmou as medidas.
Segundo a reportagem, o pacote incluiria a suspensão temporária da atual cota tarifária anual para importação de carne bovina, mecanismo que permite a entrada de aproximadamente 700 mil toneladas da proteína com tarifas zeradas ou reduzidas. Volumes acima desse limite são taxados em 26,4%.
O sistema atualmente prevê cotas específicas para Austrália, Nova Zelândia, Argentina e Uruguai.
O Brasil, por sua vez, não possui cota exclusiva e participa de uma cota global de 66 mil toneladas livres de tarifas, compartilhada com outros países exportadores. Atualmente, o Brasil utiliza cerca de 50 mil toneladas desse volume e já enviou o montante no mês de janeiro.
Além da flexibilização tarifária, as medidas discutidas também envolveriam ampliação de empréstimos para pecuaristas e redução de proteções ambientais para lobos-cinzentos e lobos-mexicanos, apontados como predadores de rebanhos nos EUA.