Na última sexta-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou ao congresso a proposta orçamentária para o ano fiscal de 2027, que traz algumas reformulações nos gastos com as agências federais. Entre as mudanças, o texto prevê um corte de 19% no orçamento do Departamento de Agricultura (USDA).
O governo Trump classifica o USDA como um departamento com uma “burocracia inchada” e com programas “irrelevantes para o apoio a uma política agrícola que priorize os interesses dos Estados Unidos“.
A proposta da Casa Branca é de direcionar US$ 20,8 bilhões para o USDA em 2027. O corte é estimado em US$ 4,9 bilhões frente ao orçamento aprovado pelo Congresso para 2026. No documento também está previsto uma solicitação de US$ 50 milhões para o plano de reorganização da agência.
No último ano, o Congresso divergiu em diversos trechos da proposta orçamentária para 2026. Além disso, congressistas oriundos de áreas agrícolas devem tentar preservar o financiamento dos programas do USDA, que fornecem mais mercados para o excedente da produção rural do país.
Outro ponto de crítica da gestão Trump foi sobre o Agricultural Marketing Service (AMS), que fornece incentivos à diversos mercados agrícolas norte-americanos. De acordo com a Casa Branca, o setor deve fazer “o marketing de seus produtos sem afetar o déficit federal”.