O governo da Etiópia apresentou, no final de junho, uma nova estratégia nacional voltada ao fortalecimento da cafeicultura, com a meta de elevar significativamente a produção e alcançar, nos próximos cinco anos, US$ 6 bilhões em receitas anuais com exportações da commodity.
No último ano comercial etíope, as exportações de café superaram US$ 3 bilhões em receitas pela primeira vez na história, superando com folga o recorde do ano fiscal anterior, de US$ 2,65 bilhões.
O plano foi anunciado pelo ministro da Agricultura, Addisu Arega, e pelo diretor-geral da Autoridade Etíope do Café e do Chá, Adugna Debela. Entre os principais objetivos está o aumento da produtividade média das lavouras dos atuais 9 para 21 quintais por hectare.
Com essa iniciativa, o país pretende reduzir a distância em relação aos principais produtores mundiais de café. Atualmente, Brasil e Vietnã registram produtividade entre 25 e 27 quintais por hectare, acima da média global, estimada em 15 quintais.
Segundo o governo etíope, um dos pilares da estratégia será o fortalecimento da pesquisa agrícola. O programa prevê o desenvolvimento e a multiplicação de novas variedades híbridas de café, com maior potencial produtivo, resistência a doenças e adaptação às mudanças climáticas.
Para isso, está em construção um centro de cultura de tecidos no Centro de Pesquisa Agrícola de Jimma, que dará suporte à produção de mudas.
O lançamento da iniciativa reuniu representantes dos governos federal e regionais, pesquisadores, associações do setor, produtores, exportadores e demais integrantes da cadeia produtiva, em um esforço conjunto para modernizar a principal commodity agrícola da Etiópia e ampliar sua participação no mercado internacional.