A agenda do agronegócio, naturalmente rodeada pelas mais diversas variáveis – do clima à inovação, passando por geopolítica, macroeconomia, cotações em bolsas internacionais, chegando ao crédito, ambiente regulatório, novas tecnologias e preferências e exigências do consumidor, – passou a exigir que o produtor rural saiba, obviamente, do seu negócio, de sua atividade, mas também compreenda “de negócio”. Este foi o recado que o CEO da BrasilAgro, André Guillaumon, destacou, nesta quinta-feira (1o), em coletiva de imprensa da Corteva, durante o do GAFFFF (Global Agribusiness Festival), na capital paulista.
Organizado pela DATAGRO, o GAFFFF acontece até esta sexta-feira (2), em São Paulo (SP). A BrasilAgro é especializada em compra e venda de terras e desenvolvimento de operações agrícolas. Segundo o executivo, o agro é um segmento precificado globalmente e qualquer mudança internacional tem impacto na operação das empresas nacionais. Para dar suporte ao seu raciocínio, Guillaumon, uso o exemplo da soja. “O preço da oleaginosa aqui no Brasil é formado pelo câmbio, cotação da bolsa de Chicago e prêmios nos portos.”
Na oportunidade, a vice-presidente sênior e presidente para a Ásia-Pacífico da Corteva, Brook Cunningham, discorreu sobre os novos planos da multinacional de insumos de origem norte-americana para o Brasil, sublinhando a importância do mercado nacional para a companhia, assim como pontuando a nova frente de oportunidades que se abre com insumos biológicos, chamados de bioinsumos.