O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (14) em expressiva baixa de 13,25 pontos e 2,76%, cotado a US$ cents 467,50/bushel. O vencimento de setembro caiu 13,00 pontos e 2,67%, a US$ cents 474,25/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas de 0,80% e 0,73%, respectivamente.
Neste pregão, o milho acompanhou a desvalorização dos seus pares na CBOT e o fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY avançando 0,35% próximo ao encerramento das negociações em Chicago.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou mais cedo que as vendas de milho para exportação na temporada 2025/26 somaram 684,8 mil toneladas na semana encerrada em 7 de maio, queda de 50% ante a semana anterior e 52% em relação à média das últimas quatro semanas. O desempenho também ficou abaixo das projeções do mercado, que iam de 1 a 1,9 milhão de toneladas.
Investidores seguem atentos ao progresso da semeadura da safra 2026/27 no Corn Belt e ao desenvolvimento inicial das lavouras.
Boletim diário do USDA aponta que, na semana encerrada em 12 de maio, as precipitações foram bastante escassas na metade norte da região, incluindo Minnesota, Wisconsin, Iowa e Michigan, enquanto a faixa sul – especialmente em partes de Kentucky, sul de Missouri e Vale do Ohio – registrou condições climáticas mais ativas, com volumes de chuva acima do normal.
Com isso, as lavouras de milho em áreas que experienciam seca aumentaram 1 ponto percentual na semana encerrada em 12 de abril, para 28% do total, contra 22% em igual período do ano passado.
O petróleo, que exerce influência direta sobre a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho, operou próximo à estabilidade neste pregão, com ganho acumulado de mais de 6% na semana.
A Administração de Informação de Energia divulgou ontem que a produção de etanol nos Estados Unidos aumentou na última semana, enquanto os estoques do biocombustível caíram para o menor nível desde janeiro deste ano, o que sinaliza uma demanda interna aquecida por milho.
No radar, a perspectiva de safras cheias na América do Sul. Na terça-feira, o USDA elevou sua estimativa para a safra 2025/26 de milho do Brasil e da Argentina para 135,00 e 59,00 milhões de toneladas – aumentos de 3,00 e 7,00 milhões de toneladas, respectivamente, ante as projeções anteriores.