Como os demais grãos, a safra de feijão também está boa no Paraná e em todo o País, indica relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento.

Com oferta maior no mercado e colheita acelerada nos Estados produtores de Goiás e Minas Gerais, os preços do feijão já estão caindo no mercado. Se no ano passado, a vez foi do produtor, cujos preços atingiram o pico de R$ 378,13 a saca para o feijão de cor no mês de junho, agora chega a vez do consumidor que já está comprando feijão mais barato no mercado, diz o economista do Deral, Methódio Groxco.
A primeira safra de feijão do Paraná foi plantada numa área de 198 mil hectares. Cerca de 74% da área já está colhida, apontando para uma produção de 350 mil toneladas, que corresponde a um aumento de 19% em relação ao volume colhido no ano passado. Segundo Groxco, cerca de 80% das lavouras de feijão estão em boas condições e o feijão que está sendo colhido é de boa qualidade.
Por sua vez, a segunda safra de feijão do Paraná, já está com 24% da área prevista plantada. Deverá ser plantado um total de 218,4 mil hectares – 7% acima do plantio realizado no ano passado. A produção esperada para a segunda safra aponta para 405,5 mil toneladas, volume 36% maior que em igual período do ano passado.
No Brasil, o cenário também é de super oferta. O volume de feijão no País deverá atingir 3,5 milhões de toneladas para um consumo aproximado de 3,2 milhões de toneladas. O preço do feijão de cor já caiu 38%. Em janeiro do ano passado, a saca de 60/kg do feijão de cor era vendida por R$ 172 e este ano, no mesmo mês, está sendo vendida por R$ 107. Já o feijão preto, ao contrário do de cor, subiu de preço. No ano passado era vendido por R$ 134 a saca e este ano, a R$ 151 a saca, um aumento de 12,68%.