Ao menos 142 municípios do Rio Grande do Sul já registram falta de óleo diesel, segundo levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Até quinta-feira (19), 315 prefeituras haviam respondido à consulta.

Diante da escassez, gestores municipais passaram a priorizar atividades essenciais, especialmente na área da saúde.

“Prefeitos estão precisando priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de maquinário começam a ser suspensas”, informou a Famurs em nota.

A entidade também alerta para o risco de agravamento do cenário nos próximos dias, com possibilidade de impactos em outras áreas sensíveis da administração pública.

A escassez ocorre em meio à escalada dos preços globais de energia, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já entra em sua quarta semana.

O conflito elevou os custos do petróleo e, consequentemente, do diesel, pressionando a oferta no mercado interno.

 

Medidas do governo tentam conter impactos

Em resposta, o governo federal adotou medidas para amenizar a alta dos preços.

A Petrobras reajustou o valor do diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro, elevando o preço médio para R$ 3,65 por litro.

Por outro lado, o governo anunciou a redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, buscando evitar repasses imediatos ao consumidor final e conter os impactos inflacionários.