Uma equipe do Instituto Português de Oncologia (IPO), sediado em Lisboa, está desenvolvendo estudos na tentativa de comprovar que a laranja é um nutracêutico, ou seja, um alimento cujos nutrientes podem ter efeitos terapêuticos em doenças, como o câncer. “Tivemos resultados promissores”, diz Cristina Albuquerque, bioquímica, pesquisadora do IPO e responsável pela equipa que estuda os nutracêuticos.
Cristina explica que o extrato da casca de laranja conseguiu inibir a divisão das células cancerígenas estudadas, além de induzir a morte celular de células estaminais.
A bioquímica afirma, ainda, que se os estudos continuarem a apresentar resultados positivos, o extrato poderá ser usado para diminuir a dose de quimioterapia atualmente usada e, consequentemente, os efeitos colaterais causados nos pacientes.