Exportadores brasileiros de carne bovina solicitaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que inclua a ampliação da cota de exportação da proteína para os Estados Unidos na agenda de negociações com o presidente do país, Donald Trump.
Os dois chefes do executivo se reunirão amanhã (7) em Washington, conforme confirmado na véspera (5) pela Casa Branca.
Atualmente, o Brasil utiliza uma cota conjunta com outros países, o que permite enviar 50 mil toneladas de carne bovina com tarifas reduzidas. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), fora da cota, a proteína brasileira é taxada em 26,4%.
De acordo com os dados da associação, devido a alta procura por carne bovina nos EUA, a cota de 50 mil toneladas foi alcançada ainda no primeiro mês deste ano. A demanda aquecida ocorre em um contexto de redução histórica do gado norte-americano.
Representantes da indústria avaliam que a ampliação da cota pode abrir novas oportunidades comerciais e reduzir entraves enfrentados pelos frigoríficos brasileiros nas vendas aos Estados Unidos.
Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, outra maneira de contornar o problema seria criar uma cota exclusiva para as exportações brasileiras da proteína.