As exportações brasileiras de óleo bruto de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Entre janeiro e maio, os embarques devem atingir 860 mil toneladas, considerando a previsão de 154 mil toneladas para maio, volume 9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
A Índia continua sendo o principal destino do produto brasileiro, respondendo por 76,5% das exportações. A demanda do país foi reforçada pelos impactos de chuvas excessivas sobre as lavouras de soja, que devem reduzir a produção indiana de óleo de soja em aproximadamente 15,7% na safra 2025/26, para cerca de 1,67 milhão de toneladas, segundo o USDA. Das 10 embarcações programadas para carregar óleo de soja em maio, nove têm como destino o mercado indiano.
O avanço das exportações também reflete o atraso na implementação do B16, mistura obrigatória de 16% de biodiesel ao diesel. Diante da expectativa de aumento da mistura, inicialmente prevista para março de 2026, a indústria ampliou a capacidade de esmagamento de soja e elevou a oferta de óleo no mercado interno.
Como a medida ainda não foi efetivada, a demanda doméstica não tem absorvido o volume adicional produzido. Com isso, os excedentes vêm sendo direcionados ao mercado externo, favorecendo os embarques e pressionando os preços do óleo de soja brasileiro para patamares descontados em relação às referências internacionais.
Segundo a DATAGRO, a aprovação do B16 poderá reduzir a disponibilidade exportável do produto, uma vez que parte relevante do excedente passará a ser absorvida pelo mercado interno.
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