EUA seriam o maior beneficiário da TPP

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou estudo sobre as consequências da Parceria Transpacífico (TPP) para a agropecuária brasileira. Com 12 países participantes, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Estados Unidos, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã, a TPP foi assinada em fevereiro de 2016.

É o maior acordo comercial negociado nos últimos 20 anos. Os países membros representam 37,5% da economia mundial, com um Produto Interno Bruto (PIB) equivalente a US$ 27,5 trilhões. O estudo da CNA, denominado “Impactos da Parceria Transpacífico na Agropecuária Brasileira”, mostra que a TPP poderia reduzir a competitividade de diversos setores do agronegócio brasileiro.

Além da redução tarifária para os países membros da parceria, poderia contribuir para esse cenário o fato de o acordo adotar padrões distintos daqueles estabelecidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Entre 2012 e 2014, o Brasil exportou para os países membros da TPP, em média, US$ 13,1 bilhões em produtos agropecuários, apenas 4% do total importado pelo bloco. Produtos como café, milho, carne de aves, álcool etílico, soja e seus derivados, açúcar de cana, fumo, suco de laranja, carne bovina e suína, representando mais de 80% desse valor, poderiam perder competitividade nesses mercados.

A CNA considera que os EUA seriam o principal beneficiado pelo acordo no setor agropecuário. Todavia, o recém-empossado presidente Donald Trump decidiu retirar o país da TPP. Devido às regras do acordo, sem os EUA a Parceria Transpacífico não entrará em vigor.